O Ministério de Defesa da Rússia negou relatos divulgados nesta sexta-feira de que o país estaria enviando três navios de guerra com cerca de 360 fuzileiros navais para o porto sírio de Tartus.
As reportagens, que citam um oficial militar não identificado, dizem que os navios estavam a caminho de Tartus para reabastecer. As embarcações deveriam permanecer no local por alguns dias antes de seguirem de volta para o porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, segundo as reportagens, duas delas de agências estatais russas.
Mas o Ministério da Defesa negou os relatos, dizendo em comunicado que não tem planos de enviar os navios e que eles têm suprimentos suficientes.
A Rússia tem sido uma leal apoiadora do governo sírio durante os 17 meses de levante contra o governo de Bashar Assad, apesar das pressões do Ocidente pela imposição de sanções contra o regime de Damasco.
Segundo os relatos iniciais, navios de assalto anfíbio fariam uma breve parada do porto sírio. Esses navios estão no momento realizando exercícios no Mar Mediterrâneo e fariam uma escala em Tartus para o reabastecimento de alimentos e água.
A Rússia nega que os exercícios no Mediterrâneo, com três frotas, sejam relacionados à violência na Síria e negou as informações de que os navios têm sido usado para levar armas para o regime de Assad.
Alguns analistas militares russos especulam que Moscou pode estar preparando o início da evacuação de seus cidadãos da Síria, na medida em que a violência se espalha para a principais cidades como Damasco e Alepo.
Annan
O governo russo disse nesta sexta-feira que as potências mundiais deve substituir "com urgência" o enviado especial Kofi Annan, que renunciou ao cargo na quinta-feira. Annan disse que a falta de apoio internacional o levou a tomar a decisão.
"Um candidato digno para suceder Annan deve ser encontrado urgentemente", disse o Ministério de Relações Exteriores em comunicado. "Na atual situação, a manutenção da presença da ONU no país adquire significado especial. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.