08 de julho de 2026
Olimpíadas 2012

Bronze de decepção para Cielo e alegria para Rafael


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Judô: No embalo de AC/DC, Rafael Silva traz a medalha de bronze

Com 2,03 m, 165 kg e calçando 48, Rafael Silva, 25 anos, é o atleta mais pesado da delegação brasileira em Londres e um dos mais altos, perdendo apenas para atletas do vôlei e basquete.

Foi ele também que conquistou a quinta medalha para o País – o bronze na categoria acima dos 100 kg. Rafael, ou Baby, como é conhecido no judô, é sul-matogrossense de Campo Grande superou o sul-coreano Sung-Min Kim, quinto do ranking mundial, que foi punido por falta de combatividade.

Quando perguntado sobre o tipo de música favorita, o judoca destoa dos colegas de equipe e diz que seu estilo favorito é o rock.

“Eu sou eclético, mas antes de lutar eu gosto de ouvir AC/DC”, disse.

Com a medalha de Rafael Silva, o judô já conquistou quatro medalhas em Londres: ouro com Sarah Menezes, bronze com Felipe Kitadai e bronze com Mayra Aguiar.

Com as quatro medalhas conquistadas até o momento, o judô é o esporte que mais pódios deu ao Brasil em Jogos Olímpicos com 18. Desde 1984, em Los Angeles-EUA, o País conquista pelo menos uma medalha em Olimpíada.

“Não caiu a ficha ainda. É muito gratificante quando você consegue um resultado tão importante”, diz Rafael.

Considerado o carro-chefe de medalhas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o judô encerrou sua participação na Olimpíada de Londres com a sensação de dever cumprido.


Natação: Cielo fica só com o bronze nos 50 m livre

Favorito ao ouro por ser o “dono” da prova mais rápida da natação nos últimos quatro anos (ganhando Olimpíada, Mundiais e Pan-Americano), o brasileiro Cesar Cielo, 25 anos, decepcionou e conquistou, ontem, somente a medalha de bronze dos 50 m livre dos Jogos de Londres.

Ele completou com o tempo de 21s59. O francês Florent Manadou venceu com 21s34. O americano Cullen Jones ficou com a prata (21s54). O também brasileiro Bruno Fratus, 23 anos, ficou em quarto com 21s61.

O recorde mundial (20s91, em 2009) e olímpico (21s30, em 2008) pertencem a Cielo.

O dono do primeiro ouro da natação brasileira podia se tornar também o primeiro atleta do País a vencer duas Olimpíadas consecutivas desde Adhemar Ferreira da Silva, do salto triplo, em Helsinque-1952 e Melbourne-1956. Mas desta vez, não deu.

Cielo admitiu ter se arrependido de ter competido nos 100 m, em que ficou na sexta colocação, anteontem. “Não seria necessário gastar energia. A gente arriscou, não dá para voltar atrás”, disse, em entrevista ao Sportv.