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Éder Azevedo |
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Dia 5 de agosto é considerado o dia mundial da cerveja |
Domingo é sempre uma ótima oportunidade para reunir a família e os amigos em um churrasco. Especialmente hoje, contudo, não pode faltar um item nessa confraternização: a cerveja. É que se comemora neste domingo o Dia Internacional da Cerveja. A bebida, considerada paixão nacional do brasileiro e com bons adeptos em Bauru, apresenta ampla variedade de estilos e sabores.
Atualmente, há mais de 120 tipos de cerveja espalhados pelo mundo. Na cidade, o Tradicional Botequim, no Jardim Auriverde (região do Camélias), agrega e oferece cerca de 90 rótulos diferentes. O gerente do estabelecimento, Pedro Henrique Campos Borges, conta que começou a trazer cervejas diferentes para o bar há cerca de um ano.
“O gosto do bauruense para cervejas diferenciadas tem aumentado bastante. Percebemos que a degustação por cervejas diferenciadas é algo que vem atraindo cada dia mais os nossos clientes”, aponta o gerente.
E, entre a carta de cervejas no bar, há realmente alguns estilos muito curiosos. Um dos que mais chamam a atenção é o aromatizado. Tem cerveja até com gosto de chocolate. “Durante a produção, são adicionados complementos que dão outros sabores para a cerveja. Aqui, temos algumas diferentes, como as de chocolate e as de framboesa. Tem até cerveja de rapadura”, relata.
Pedro Borges não é só gerente de um bar que vende cervejas diferentes. Como não podia deixar de ser, ele é um amante da bebida. “Comecei a tomar cerveja como todo mundo. Depois, fui descobrindo outras marcas. Fiz cursos de degustação e de cultura cervejeira”.
Ele afirma que, atualmente, a cerveja brasileira não perde para nenhuma do exterior, inclusive com vários prêmios. Porém, faz a ressalva de que a “escola” belga continua sendo a melhor na questão. A cerveja mais cara do Tradicional Bar, custando R$ 200,00, é exatamente da Bélgica
Paixão Nacional
Mas o que leva o brasileiro a gostar tanto de cerveja a ponto de ter adotado a bebida como paixão nacional? Para aqueles que trabalham no segmento, a resposta para essa preferência está no clima quente do Brasil.
“Em outros lugares, as pessoas tomam a cerveja em temperatura natural. Os brasileiros não. Aqui, para a cerveja ser boa ela tem que estar gelada. O clima do nosso país faz com que a cerveja seja algo refrescante”, afirma Abílio Silva Filho, gerente nacional das Cervejas Conti.
Eduardo Fernandes Júnior, gerente comercial da Distribuidora Fernandes, acredita na mesma explicação. “Além do clima brasileiro, o teor alcóolico ajuda bastante. A cerveja pode ser degustada em momentos de prazer e descontração, sem que a pessoa fique alcoolizada como ocorre com outras bebidas”, aponta.
Ambos, porém, fazem a ressalva de que é preciso beber com moderação. “Também temos as campanhas contra a combinação de álcool e direção e a que repudia o consumo de álcool por menores”, completa Fernandes.
Entre cervejas, há até ‘Deus x Lúcifer’
Calma. O título não se refere ao eterno confronto entre o bem e o mal propagado nas passagens bíblicas. Trata-se de duas cervejas de proveniência da Bélgica.
A cerveja Deus, inclusive, é uma das mais caras de Bauru. Ela custa a bagatela de R$ 200,00 e passa por longo processo de fermentação. Para se ter uma ideia, a cerveja é produzida na Bélgica, vai para França e depois retorna ao país de origem para ser distribuída. A produção a deixa com características semelhantes ao champanhe.
Já a cerveja Lúcifer, apesar de também ser belga, é mais barata, custando cerca de R$ 30,00. “Ela é uma cerveja mais robusta. Se for pelo preço, Lúcifer está compensando mais”, brinca o gerente do Tradicional, Pedro Henrique Campos Borges.
A Lúcifer possui coloração dourada e boa formação de espuma. De acordo com os degustadores, seu sabor é classificado como frutado e maltado.
Simpsons
Quem já viu o seriado Os Simpsons certamente já se deparou com a cerveja Duff. Agora, a marca saiu das telas do desenho animado para a realidade. “É a cerveja do nosso herói de infância: o Homer Simpsons”, afirma o gerente do Tradicional Botequim, Pedro Henrique Campos.
Muitos compram a cerveja para levar de recordação. “A Duff é uma marca registrada por um mexicano. Ela é fabricada na Europa, Estados Unidos e no Brasil. A que vendemos aqui é a de Santa Catarina”, explica.
Os cervejeiros
A maioria das pessoas toma a cerveja comprada em um bar ou em supermercados. Porém, Antônio Tonon, 59 anos, não faz parte dessa maioria.
Há 3 anos, ele provou cerveja artesanal pela primeira vez e decidiu passar a fabricar sua própria bebida.
Segundo ele, o gosto da cerveja artesanal é o “verdadeiro sabor”. Além disso, o próprio processo de produção, que demora cerca de 30 dias, é apontado como muito prazeroso.
Origem da comemoração
Apesar da tradição antiga da cerveja, a comemoração do Dia Internacional da Cerveja é recente. A data foi criada nos Estados Unidos em 5 de agosto de 2007. Na ocasião, um grupo de amigos em Santa Cruz, na Califórnia, resolveu instituir a comemoração com propósitos específicos.
Segundo o grupo, os objetivos principais do Dia Internacional da Cerveja são saborear a bebida com amigos, celebrar com responsabilidade e promover a união mundial.