A História do Brasil, em diversos sentidos, caminhou sobre trilhos de aço, puxada por locomotivas, conduzindo o progresso, sobretudo para regiões mais inóspitas do imenso território brasileiro.
De início: bastante difícil! Antigamente, o transporte ferroviário era simbolizado por uma personagem pitoresca: a Maria- Fumaça. Com um apito estridente e melancólico, ela deixava vagarosamente a estação e arrastava seus vagões pela ferrovia, enquanto dois homens enfrentavam o calor de sua cabina. O foguista alimentava a caldeira com lenha para manter a pressão do vapor. O maquinista devia olhar a linha com atenção e controlar a pressão do vapor, a velocidade e os freios. E nem sempre esses freios correspondiam.Exigiam muitas vezes a reversão das rodas da locomotiva numa freada insegura, ruidosa e cheia de solavancos.
Hoje a Maria-Fumaça foi substituída por velozes e possantes locomotivas elétricas e a diesel. Os freios, principal item da segurança, respondem prontamente ao comando, atuando também em todos os vagões e fazendo o trem parar segura e suavemente. No ano de 1960 a Maria- Fumaça já estava desaparecendo. Mas ainda é o símbolo dos tempos heróicos da ferrovia. A dupla Marion e Marazum com foto da nostálgica locomotiva de tração a vapor estampada no CD "Velha Sorocabana", ao ensejo dos 114 e 116 anos de emancipação política respectivamente das cidades de Agudos e Bauru, homenageia todos os ferroviários que foram os heróis anônimos do passado. Parabéns!!!!
Cláudia Brosco