09 de julho de 2026
Internacional

Atirador do templo de Oak Creek perdeu trabalho por problemas com álcool

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Oak Creek - O ex-militar Wade Michael Page, 40 anos, acusado de ser o atirador que matou seis fieis em um templo da religião sikh nos Estados Unidos, foi expulso do Exército e perdeu outros trabalhos devido a problemas provocados pelo álcool.

De acordo com o jornal “Washington Post”, fontes militares confirmaram que Page foi encontrado embriagado durante exercícios em uma base. Em 2010, ele também foi afastado por uma companhia de transporte após ser preso na Carolina do Norte por dirigir um caminhão após beber.

Em 1999, um ano após sua dispensa do Exército, ele foi preso conduzindo um carro particular sob o efeito de bebidas alcoólicas. A publicação ainda mostra alguns registros da participação do suposto atirador em grupos neonazistas e racistas nos Estados Unidos.

Comentando em uma comunidade de extremistas, ele criticou um membro que prometeu sair do país caso o empresário negro Herman Cain se candidatava à Presidência dos Estados Unidos. “Fique e lute, não fuja!”, disse o ex-militar.

No dia do ataque, um dos participantes das comunidades que Page frequentava, a Crew38.com, pediu aos outros que “comecem a acabar com a escória em seu bairro”. Ontem, um grupo lamentou o que descreveu como baixo comprometimento de “guerreiros e soldados que se dizem arianos”. 

Segundo Mark Potok, um dos colaboradores da organização Southern Poverty Law Center, que monitorou o comportamento do ex-militar, disse que ele era conhecido na subcultura de bandas que fazem apologia ao racismo. Page era vocalista da banda End Apathy, fundada em 2005.

Page cresceu no Colorado - Estado que em julho foi palco de uma chacina em um cinema - e se mudou para Oak Creek, subúrbio de Milwaukee, no ano passado.

O “New York Times” ouviu a madrasta de Page, Laura, que se declarou chocada. Page perdeu a mãe aos 13 anos e por isso viveu com a avó.