Aderindo à greve nacional da categoria, aproximadamente 30% dos agentes, papiloscopistas e escrivães da Polícia Federal de Bauru paralisaram atividades a partir de ontem por tempo indeterminado, como emissão de passaportes.
A classe reivindica melhores condições de trabalho, além de adequação salarial por conta da exigência de nível superior. A PF de Bauru abrange 43 municípios.
A decisão da paralisação foi tomada em uma assembleia extraordinária, realizada na tarde de anteontem.
O início da greve foi marcado por um ato simbólico de entrega das armas e distintivos na sede do Departamento de Polícia Federal, localizado na Lapa, zona oeste de São Paulo.
A assessoria de imprensa do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindpolf/SP) afirmou em nota que os serviços essenciais e o efetivo mínimo legal serão garantidos pelo movimento.
“Queremos melhor estrutura e condições de trabalho, atualização... Precisamos disso para exercer o nosso trabalho. Nós não divulgamos a paralisação em números por questões de segurança, mas podemos dizer que temos cerca de 30% de mobilização”, pontuou Walter Monteiro, agente de PF responsável pelo Sindpolf em Bauru e membro da comissão de greve.
Esses profissionais, segundo os sindicatos regionais, estão inseridos na carreira de nível superior, porém, atualmente recebem salário inicial de cerca de R$ 7,7 mil, piso para profissionais que possuem apenas ensino médio.
Os policiais exigem o piso de R$ 12 mil, valor pago para quem possui terceiro grau completo.
De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais, cerca de 7 mil dos 9 mil funcionários da Polícia Federal em todo o país estão parados.
Para mais informações sobre serviços e interrupções, ligue: (14) 3312-3101.