Depois de passarem pela Argentina com facilidade nesta quarta-feira com uma vitória por 3 sets a 0, os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei evitaram mostrar preferência por Estados Unidos ou Itália, que se enfrentam neste mesmo dia no duelo que definirá o rival do time comandado por Bernardinho na semifinal da Olimpíada de Londres.
Os norte-americanos são os atuais campeões olímpicos, derrotaram o Brasil na final dos Jogos de Pequim, em 2008, e nesta Olimpíada bateram os brasileiros por 3 sets a 1 na primeira fase da competição. Já a Itália, que há oito anos foi superada pela equipe nacional na final de Atenas/2004, espera voltar aos bons tempos depois de ter sido uma grande potência nos anos de 1990.
"Desde que a gente entrou no mata-mata não tem time fácil de se enfrentar. Quem vier vai ser difícil de ser batido. O Brasil está bem, está numa crescente. A única coisa que a gente não quer é perder", enfatizou o atacante Wallace, ao projetar a semifinal.
O levantador Bruninho seguiu a mesma linha de discurso do seu companheiro de seleção. "São duas grandes equipes, cada uma no seu tipo de jogo. Não tenho preferência. Quem vier a gente vai ter que jogar muito para conseguir passar", disse o jogador, para lembrar da importância dos dois possíveis rivais do Brasil.
"A Itália foi o melhor time na década de 90, e depois o Brasil dominou a década de 2000. Os Estados Unidos nós pegamos eles várias vezes. Quem vier vai ser um jogo pedreira. Temos que pensar só em jogar voleibol", completou.
O central Sidão, por sua vez, ressaltou que o poder de superação da seleção brasileira feminina, que na última terça-feira venceu a Rússia por 3 sets a 2 após salvar seis match points no tie-break, serviu e continua servindo como inspiração para o time masculino. "A gente está no mesmo barco. O jogo que elas tiveram ontem foi pura superação. Isso dá uma motivação a mais para a gente fazer a mesma coisa aqui", enfatizou.
Já ao falar sobre a vitória sobre os argentinos, Bruninho lembrou que acompanhou de perto o confronto em que o Brasil foi surpreendido pela Argentina, e eliminado da Olimpíada de Sydney, em 2000, na época apenas como um garoto que estava na Austrália apenas como filho de Bernardinho, então técnico da seleção feminina brasileira de vôlei. Até por isso, admitiu gosto especial pelo triunfo desta quarta. "Eu estava naquele ginásio de Sydney e lembro da decepção que foi perder aquele jogo. Ganhar da Argentina é sempre diferente", comemorou.
O meio-de-rede Lucão também não escondeu a sua satisfação com a atuação convincente do Brasil. "Foi um jogo muito consciente, com o time o tempo todo concentrado", enalteceu o jogador, para depois lamentar o fato de Leandro Vissotto ter se contundido já no primeiro set e Dante dado um susto ao reclamar de dores no joelho e ser substituído durante o duelo. O ponteiro, porém, voltou à equipe na sequência e ajudou o Brasil a liquidar os argentinos. "(O time) Tem que tomar um banho de sal grosso quando chegar na Vila Olímpica", brincou.