Sobre a possível rejeição dos trabalhadores sobre a proposta de repassar um aumento de 3% ao salário, a direção dos Correios enviou comunicado à Redação do JCNet onde esclarece sua proposta. Se os Correios contemplassem os principais itens econômicos das pautas de reivindicações dos Sindicatos Unificados (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru) e da Fentect, a folha de pagamento da empresa teria um acréscimo que variaria entre R$ 2,9 e R$ 25 bilhões/ano, respectivamente, levando a empresa à insolvência financeira.
Segundo a nota, os impactos foram apresentados às entidades sindicais no último dia 1º pela comissão de negociação da empresa em mais uma etapa do processo de acordo coletivo 2012/2013. Em 2011, a receita bruta da ECT totalizou R$ 14,6 bilhões, sendo R$ 8,4 bilhões para folha de pessoal. Ou seja, 58% da receita total. A estimativa de receita para este ano é praticamente a mesma de 2011, de R$ 15 bilhões.
Pelas propostas reivindicadas pelo comando da Fentect - reajuste de 43,7%, elevação do piso salarial para R$ 2,5 mil, concessão de aumento linear de R$ 200,00, sete steps, entre outros - a folha de pagamento saltaria para R$ 33,4 bilhões. Ou seja, 229% da receita total da empresa. “Em relação às propostas dos Sindicatos Unificados (São Paulo Metropolitana, Rio de Janeiro, Bauru e Tocantins) - reposição da inflação do período, aumento linear no valor de R$ 200,00, quatro steps, entre outros - a folha de pagamento pularia para R$ 11,3 bilhões, que representaria 77% da receita total da empresa.”
Segundo a direção da empresa, nos encontros do dia 1º, também foi demonstrado o atual cenário econômico financeiro da ECT. “De janeiro a junho deste ano, a despesa com pessoal cresceu 19,2%, enquanto a receita de vendas cresceu apenas 5,1%. Se considerarmos as luvas do Banco Postal, este índice sobe para 8,8%, ainda assim abaixo do crescimento das despesas com pessoal. No acumulado dos últimos quatro anos, a despesa com pessoal cresceu 54,2%, para um crescimento da receita de vendas de 37%.”