08 de julho de 2026
Internacional

Mulher de líder chinês expurgado é considerada culpada por assassinato

Folhapress
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Pequim - Num julgamento que durou só oito horas, a advogada Gu Kailai, mulher do líder expurgado Bo Xilai, foi declarada principal culpada pela morte do empresário britânico Neil Heywood. O veredicto, porém, não foi divulgado.Em nota lida a jornalistas estrangeiros, um porta-voz do tribunal de Hefei (leste da China) afirmou que Gu, 53 anos, ministrou a Heywood uma dose fatal de veneno num quarto de hotel de Chongqing, cidade de 32 milhões no sudoeste do país, administrada por Bo até março.

“Os fatos criminais são claros, e as provas são sólidas”, disse o porta-voz Tang Yigan, segundo relato do jornal “New York Times” em Hefei. “Gu Kailai é a principal culpada, e Zhang (Xiaojun, guarda-costas) é o cúmplice.”

A nota oficial do tribunal afirma ainda que o assassinato ocorreu na noite de 13 de novembro. O envenenamento teria ocorrido quando o britânico pediu um copo com água após vomitar devido ao consumo de álcool e de chá.  Nesse momento, Gu teria colocado veneno na boca de Heywood. A substância havia sido trazida por Zhang Xiaojun, que também se sentou no banco dos réus.

O comunicado afirmou que Heywood era parcialmente responsável pelo crime porque havia ameaçado a segurança do filho de Bo e Gu, Bo Guagua, 24 anos, que vive no exterior e se formou em maio pela Universidade Harvard (EUA). Essa atenuante abre uma brecha para livrar os réus da pena de morte.

O relato oficial do julgamento, porém, deixou questões em aberto: a origem do veneno, qual era a relação econômica entre Heywood e a família Bo e qual a ameaça contra Bo Guagua.