08 de julho de 2026
Geral

ONG quer lixo fora do cerrado

Da Redação
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Integrantes e voluntários da SOS Cerrado fizeram ontem uma “expedição” à Chácara São João, nas proximidades do Mary Dota e da Área de Proteção Permanente (APP) do Córrego Vargem Limpa, para pedir à população em geral que, nesses locais, não jogue lixo.

A Organização Não Governamental (ONG) busca proteger área de cerrado do desmatamento ilegal e orientar a população que naquele local não pode ser loteado nem usado como lixão a céu aberto. Esses terrenos muitas vezes viram depósito clandestino de todo tipo de lixo: de entulho a restos de móveis abandonados.

No local foram afixadas duas placas de proibido jogar lixo e outra identifica a área de cerrado com a lei protetora do bioma. Os voluntários também retiraram o lixo à beira da área verde. Havia  diversos tipos de entulhos, lixo eletrônico, plástico, vidro, ferro e papel. Gabriel Martins, 8 anos, ficou feliz em ajudar  na coleta do material encontrado, mas disse que ficou triste com o que viu. “Eu gosto muito de animais e sei que muitos vivem aqui, vim ajudar porque fico triste em ver todo esse lixo que só afeta a saúde dos animais”, contou o garoto durante o evento.

A área de cerrado da Chácara São João tem um protetor fiel: Nelson Rosalim. Ele ajuda a preservar o local há mais de vinte anos.  “O percurso dentro do cerrado dura mais de duas horas e conta com uma nascente d’água além de diversas espécies de pássaros e macacos. É um paraíso, devemos preservá-lo”, cita Rosalim.

O professor geógrafo José Carlos Rodrigues Rocha ressalta que o objetivo dessa campanha é chamar atenção da população para a preservação da área. “A melhor forma de aprendermos é participando de maneira prática e objetiva”, afirmou o professor.

Outro local visitado foi o Parque Giansante, que desde 2009  tem denúncia de desmatamento ilegal, segundo o presidente da ONG SOS Cerrado, Amilton Marques Sobreira.  “Para o loteamento tem que ter uma autorização dos órgãos ambientais. Falta fiscalização para o cumprimento efetivo da lei”, alerta Sobreira.