07 de julho de 2026
Regional

Vereador é acusado de agredir munícipe

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Paulistânia – A Polícia Civil vai investigar suposta discussão entre um vereador de Paulistânia (48 quilômetros de Bauru) e munícipe que teria evoluído para agressão física. Segundo o boletim de ocorrência, o parlamentar José Leite das Neves (PTB), 43 anos, teria atirado uma pedra em Fernando Aparecido Vitório Delfino, de 27 anos. A vítima afirma que a briga teria sido motivada por divergências políticas. Já o vereador diz que foi provocado e humilhado e que só reagiu.

Conforme apurado pela reportagem, o desentendimento entre os dois homens ocorreu no início da madrugada do último sábado, por volta da 1h, em frente a um trailer de lanches localizado nas proximidades da residência do parlamentar. A pedra arremessada por Neves atingiu a cabeça da vítima, na altura da testa.

No mesmo dia, ele foi medicado no Pronto-Socorro (PS). Anteontem, Delfino foi submetido à exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para constatar a gravidade da lesão. “Nós estamos dependendo do resultado do exame de corpo de delito”, conta o delegado José Claudinei Salvadeo, que registrou a ocorrência.

O delegado ressalta que, segundo informações da Polícia Militar (PM), a viatura foi acionada ao endereço por Neves, que alegou estar sendo importunado e provocado por Delfino. De acordo com ele, por envolver vereador, o caso será remetido à Delegacia Seccional de Polícia de Bauru para investigação. A pedra que teria sido usada na agressão foi apreendida.

Versões

Segundo o advogado da vítima, Paulo Granchi, ela foi agredida pelo parlamentar ao declarar que não votaria no candidato a prefeito que Neves apoia, Alcides Francisco Casaca (PR). Ainda conforme Granchi, o fato teria sido presenciado pelos policiais militares e registrado pelas câmeras de segurança de um estabelecimento comercial próximo. A reportagem não conseguiu localizar Delfino para falar sobre o assunto.

Já o vereador José Leite das Neves acredita que a situação tenha tido “motivação política”. Ele conta que nunca se envolveu em brigas e que “perdeu a cabeça” ao ser provocado e xingado por Delfino e por outro homem quando seguia até sua casa buscar uma blusa para retornar ao seu trabalho como vigilante municipal. “Eles começaram a me maltratar, xingar, falar palavrões sobre minha pessoa e foi onde perdi minha cabeça”, afirma.

Neves alega que, minutos antes, o munícipe ameaçou agredir o seu filho de 17 anos e o seu sobrinho de 16 anos. Quando ele passou pelo local, as provocações teriam continuado. “Eu cheguei conversando e perguntando se ele poderia provar tudo aquilo que falava a meu respeito”, conta. A agressão ocorreu, segundo o parlamentar, quando Delfino tentou agredir seu sobrinho, que teria intervido na discussão. “Eu fiz o que fiz para defender meu sobrinho”, afirma.