09 de julho de 2026
Política

Marina virá na campanha de Gazzetta

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Na corrida dos candidatos em busca de apoios de figurões ou líderes da política para adesão às suas campanhas, Clodoaldo Gazzetta (PV) teve uma boa notícia ontem. O presidente estadual do PV, Marco Antonio Mroz, esteve em Bauru e confirmou a participação da ex-senadora e candidata a presidente da República em 2010, Marina Silva.

Segundo o dirigente partidário, a ambientalista já aderiu a três campanhas municipais do PV este ano e avisou que estará junto com Gazzetta. Ainda não foi definido, porém, se a agenda de Marina vai possibilitar uma visita a Bauru ou se sua participação se dará por meio de gravação em vídeo, visando a propaganda eleitoral na televisão, que começa na próxima terça-feira, dia 21.

Enquanto isso, os grupos políticos de Rodrigo Agostinho (PMDB) e Chiara Ranieri (DEM) buscam, respectivamente, confirmar as participações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em suas campanhas.

Acontece que Marina deixou o PV logo após a eleição presidencial de 2010, alegando divergências políticas com alguns setores da sigla. Mroz, entretanto, minimiza a ausência de uma liderança simbólica para o partido em campo nacional. “Com a saída de Marina, perdemos nós, ela e o Brasil”, pontua.

O presidente estadual da legenda diz ainda que as lutas do PV e de Marina, que, por anos, foi filiada ao PT, continuam as mesmas diante de diversos assuntos, como na posição contrária em relação ao novo Código Florestal.

 

Trampolim

Marco Antonio Mroz afirma ainda que o lançamento do maior número de candidaturas majoritárias e a vereadores possível nos municípios paulista é a principal estratégia do PV para as eleições de 2014. “Nossa meta é lançar candidatura própria e competitiva ao governo de São Paulo, além de chapas próprias de deputados estaduais e federais”.

O partido tem mais de 100 candidaturas a prefeituras, sendo seis delas em cidades com possibilidade de segundo turno. O diretório da cidade de São Paulo, no entanto, abriu mão da disputa com candidato próprio na capital do Estado e apoia José Serra (PSDB).

A postura é alvo de críticas do

presidente estadual da sigla, que classificou como equivocada a estratégia do Partido Verde no município. “Ocupar o tempo de televisão, levando o nome do partido é fundamental para o nosso fortalecimento”, acredita.

 

Secretaria, sim.

Sabesp, não

O presidente do PV comentou ainda a participação do partido no governo Geraldo Alckmin (PSDB). Os verdes comandam a Secretaria do Estado de Saneamento e Recursos Hídricos. No entanto, a indicação para o controle da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), vinculada à pasta, está sob o controle dos tucanos.

O órgão estadual lida com programas de saneamento e água, uma das principais bandeiras do Partido Verde. Mas Marco Antonio Mroz, que responde pelo setor de Energias Renováveis da secretaria, minimiza os prejuízos à questão programática da sigla, sem voz na Sabesp.

“Apesar de ser autônoma, tudo depende da caneta do secretário [Edson Giriboni]”.

 

Pagando pela água

A partir de 2014, os municípios e empresas que explorem recursos hídricos superficial serão taxados pela água consumida. O presidente estadual do PV, Marco Antonio Mroz, defende a medida e ressalta seu caráter regionalizado. “O dinheiro vai para os Comitês de Bacias Hidrográficas e são revertidas em projetos de água e saneamento da própria região”, pontua.

Clodoaldo Gazzetta afirma que as medidas já estão regulamentadas nos dois comitês em que está inserida a cidade de Bauru: Tietê-Jacaré e Tietê-Batalha. Segundo o verde, o impacto da cobrança deve girar em torno dos R$ 200 mil anuais para a prefeitura. Vale lembrar que 40% da água que chega aos bauruenses é captada do rio Batalha. Os outros 60% são explorados de poços.