08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

35 anos sem Elvis


| Tempo de leitura: 2 min

Aquele homem, bem sucedido na vida, com mais de 2 bilhões de discos vendidos e a quem nada faltava, encontrava-se ali, diante de uma criaturazinha tão diminuta. Percebeu então aquela menina ali parada, tomada pela emoção de estar em sua presença e encantada por poder ouvi-lo. Notou que lhe faltava a visão. Era vítima da cegueira! â??

Sem pensar um segundo sequer e deixando para trás seus músicos tocando, indiferente aos possíveis olhares de quaisquer pessoas, o gigante pediu que a levassem.

Primeiro beijou-a nos olhos, depois beijou o lenço que tinha consigo e o tocou nos olhos da pequena. Deu-lhe um abraço e murmurou algumas palavras ao ouvido, para que só ela pudesse ouvir. Provavelmente lhe enviou a Benção do Senhor, como sempre procurava fazer, desejando às pessoas aquilo que melhor conhecia!

Para ele o dia estava ganho! Havia cumprido sua verdadeira missão-vocação, a de fazer bem às pessoas, seja através de sua música, seu suporte financeiro, seu carisma ou qualquer outro dom que Deus tivesse lhe agraciado. â??
Ato contínuo, a menina sentiu-se a mais importante do mundo... E era! E era!

Para ele, aquela criatura indefesa era o símbolo de todos os seres que Deus aqui colocou: marcados pelas suas limitações, sua insignificância, seus defeitos, seus pecados... Por isso, sempre que chegava a uma cidade, antes receber qualquer autoridade ou prestigiar qualquer atrativo turístico, ele recebia e buscava auxiliar todos àqueles de necessidades - isso tudo em uma época que o marketing e a promoção de fachada ainda não eram estratégia de formação de imagem e esse tipo de ação só deveria ocorrer se verdadeiramente genuíno. Elvis realizava esses e outros milhares de atos de generosidade aos quais sua modéstia não lhe impulsionava jamais a torná-los públicos.

Mesmo diante de sua grandeza e contribuição como artista, ele jamais admitiu ser chamado de Rei (bem diferente dos auto-intitulados ?reis? que se seguiriam). Se em algum show visualizasse alguma faixa com dizeres como "Elvis é o rei!", imediatamente determinava sua retirava e taxativamente declarava: "não reconheço nenhum Rei, além de Jesus Cristo!".

Penso que nada sintetizaria mais sua obra artística e exemplo humanitário que a inscrição contida em sua lápide: Ele era um presente precioso de Deus, que todos estimávamos e sempre amamos. Ele tinha um talento dado por Deus e o repartiu conosco, com o mundo, com todos, sem dúvida. Tornou-se exaustivamente aclamado, capturando os corações de tantos jovens e também dos mais velhos. Ele era admirado não somente por ser "entretainer", mas pela sua grandiosidade humanitária: por sua generosidade, o tipo de sentimento que possuía. Ele revolucionou o universo da música. Recebeu grandes prêmios. Foi uma lenda vida em seu próprio tempo, ganhou o respeito e o amor de milhões. É por isto que 50 milhões de fãs de Elvis não podem estar errados! Deus viu que ele precisava de algum descanso e o chamou à Sua casa com Ele. Sentimos sua falta...

Oscar Luciano Gomes Neto