09 de julho de 2026
Internacional

Síria: Conselho de Segurança da ONU ordena saída de observadores


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Damasco - Os países membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) ordenaram ontem a saída de observadores na Síria, após quatro meses de missão sem conseguir o fim dos confrontos entre o regime de Bashar Assad e a oposição, que duram 17 meses.

De acordo com o embaixador francês da ONU, Gerard Araud, as condições para prosseguir com a missão “não foram cumpridas”. Para não retirar por completo a organização do território sírio, será criado um novo escritório responsável pela distribuição de ajuda humanitária e apoio político. Na segunda, o secretário-geral Ban Ki-moon propôs a substituição dos observadores desarmados por uma missão de ajuda humanitária e impulsionar o diálogo político para tentar acabar com a onda de violência na Síria.

“A ONU não pode interromper seu apoio e ajuda ao povo sírio para conseguir o fim dessa crise, mas deve se adaptar à situação”. Ban acredita que a permanência da organização é vital para a construção de um futuro pacífico para a Síria e deve trabalhar para pedir uma solução “política, negociada e sem exclusões”.

Em 20 de julho, os países do Conselho de Segurança optaram pela permanência do grupo por mais 30 dias. No entanto, os observadores têm evitado sair a campo devido ao aumento da violência no país, especialmente em áreas como Aleppo, onde o regime e a oposição fazem confrontos intensos há três semanas.

A missão foi enviada para verificar a aplicação do plano de paz proposto pelo enviado especial ao país árabe, Kofi Annan, que previa o cessar fogo das duas partes e o início de uma transição política. As medidas foram descumpridas um mês depois por ambos os lados.

Ban Ki-moon lamentou a incapacidade da missão de conseguir os objetivos planejados. “A missão não foi capaz de exercer sua função chave na hora de comprovar o cessar fogo”. O secretário-geral planeja o uso da força humanitária para mediar e facilitar uma solução pacífica à crise.