11 de julho de 2026
Internacional

Garotas de banda punk Pussy Riot são condenadas a dois anos de prisão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Moscou - Em uma decisão que despertou reações acaloradas em todo o mundo, a juíza russa Marina Sirov condenou ontem as três integrantes do grupo punk Pussy Riot (“Revolta da Vagina”, em inglês) a dois anos de prisão por “vandalismo motivado por ódio religioso”.

Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, Maria Alekhina, 24 anos, e Yekaterina Samutsevich, 30 anos, estavam presas desde março, após um protesto do grupo contra o então candidato à Presidência Vladimir Putin na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou.

No altar da igreja  quatro jovens com os rostos cobertos por balaclavas cantaram, em fevereiro, a música de protesto “Virgem Maria, Livrai-nos do Putin”.

“As ações das garotas foram um sacrilégio, uma blasfêmia e quebraram as regras da igreja”, disse a juíza. Presas num cubo de vidro, as jovens riam constantemente durante as três horas em que a juíza proferia o veredito.


Igreja pede clemência

A Igreja Ortodoxa Russa pediu ontem ao Estado russo que tenha misericórdia pelas integrantes da banda Pussy Riot.

A Igreja reiterou suas críticas à banda punk, dizendo que seu protesto na catedral do Cristo Salvador foi uma “blasfêmia”, com “hostilidade crua contra milhões de pessoas”.

Mas, em nota, ela declarou que “sem submeter a qualquer dúvida a correção da decisão judicial, apelamos às autoridades estatais para que demonstrem misericórdia com as pessoas condenadas dentro do marco legal, na esperança de que elas evitem repetir ações blasfemas”.