O “Rei do Rock” vai ressurgir em Bauru em setembro, com o show “Elvis Las Vegas Concert”, marcado para o dia 29, no Jack Music Pub. A apresentação traz para a cidade um dos melhores shows de Elvis cover da América Latina, a Elvisback Big Band, tendo Adam Presley revivendo no palco o grande ídolo das últimas décadas. Ele e sua “trupe” vão relembrar os grandes sucessos do “Rei” neste tributo pelos 35 anos de sua morte. O show está em turnê por diversas cidades do País e passará em apresentação única e inédita em Bauru.
A Big Band surgiu no ano de 2006, quando Adam Roman, o agora Adam Presley, decidiu montar uma banda Elvis a convite de um amigo. Com o objetivo de recriar a magia e a energia dos shows do rei, pregando respeito pela sua obra e buscando até rejuvenescer alguns arranjos sem perder a essência, a Elvisback se tornou grande referência na América Latina.
O grupo vem repaginando toda a obra dessa lenda da música e do rock. “O objetivo não é fazer nada caricato, mas sim, recriar a alma do ídolo no palco”, conta Adam em entrevista concedida ao Jornal da Cidade. O artista disse, ainda, que o sucesso de Elvisback só se reforçou ainda mais quando um dos músicos de Elvis Presley chegou a elogiar a banda cover, o que para ele foi uma grande honra. Confira a entrevista com Adam:
JC - É a primeira vez que a banda vem para Bauru? Qual será o repertório do show aqui?
Adam Presley - Sim, o show é inédito! Nós vamos apresentar em Bauru os grandes hits do Elvis, como “It’s Now Or Never” e “Blue Suede Shoes” e outras músicas que separamos para a apresentação, que tem duração de 1 hora e meia a duas horas. E vou interpretar Elvis com aquela roupa de couro preta.
JC - Faz quanto tempo que você interpreta Elvis? De onde surgiu a admiração pelo ídolo?
Adam Presley - Já faz seis anos que sou cover! A admiração surgiu desde a infância. Eu era pequeno, tinha seis anos, e tudo começou quando me deparei com um disco dele. Não tinha capinha nem nada, mas quando ouvi, me apaixonei e nem sabia quem ele era. Então, com 12 anos, comecei a frequentar fã-clubes de Elvis e comecei a ir atrás para saber quem era o rei. Aí comecei a curtir. Com 16 anos, ganhei uma roupa de couro preta com um dos covers de Elvis Presley, vesti e achei que ficou legal... e as coisas foram acontecendo, não foi nada planejado!
JC - E qual a sensação quando você sobre no palco?
Adam Presley - É maravilhosa, única. E, ao mesmo tempo, é uma responsabilidade muito grande poder recriar Elvis com a espontaneidade que ele tinha, com o carinho que ele tinha... ao mesmo tempo em que ele era extravagante, ele era simples.... E a relação com o público é muito engraçada. Tem gente que, às vezes, se emociona, tem gente que começa a gritar sozinho, que nem doido... mas tem também pessoas que ficam ali, só observando, com um olhar mais desconfiado, na expectativa do que vamos fazer. E o público é sempre muito misto: tem pessoas de várias idades e as reações são bem diversas.
JC - Trinta e cinco anos após a morte de Elvis, a frase “Elvis não morreu” ainda continua sendo disseminada. O que ajuda a manter Elvis vivo até hoje na memória de seus fãs?
Adam Presley - Acho que o que mantém ele vivo até hoje é o amor que ele tinha no que ele fazia, a maneira como ele sempre procurou expressar isso para os seus fãs. Elvis tratava os fãs com muito carinho, como se fossem seus amigos, tanto que em seus shows ele conversava com os fãs, contava coisas e histórias da sua vida. Às vezes, ele passava uns 20 minutos só conversando com a turma e eu acho que é esse carinho, esse amor, esse carisma que ele tinha; tudo isso reforça Elvis e faz com que ele continue sendo lembrado pelas pessoas.
JC - Elvis foi revolucionário no jeito de dançar e cantar, e o jeito extravagante desafiou costumes da época... Como será que ele lidava com isso?
Adam Presley - Elvis com certeza enfrentou críticas pelo seu jeito extravagante, por ser tão “rebelde”. Ele mudou muitas mentalidades, abriu muitas portas, mas acho que foi, sim, difícil para ele, no começo, enfrentar essas críticas. Mas ele não ligou muito e continuou seguindo em frente.
JC - No seu trabalho, você tenta fugir de algo caricato?
Adam Presley - Sim, tenho uma proposta de levar a essência do que foi Elvis para as pessoas. Eu recrio a alma dele, mas não imito. Porém, enfrento certas dificuldades em relação a isso. As pessoas, às vezes, esperam um trabalho mais caricato. E na realidade, não é isso que procuro levar para as pessoas. Eu procuro levar o que o ídolo fazia mesmo, procuro reviver o show, o estilo. Não faço um show de “animador de torcida”. Eu recrio a postura do rei, mas não vou sair por aí, rebolando.
JC - E, para manter toda essa essência, exige preparo?
Adam Presley - Sim! No meu caso, foi decisiva a participação do Marcelo Costa (ganhador do primeiro disco de ouro pela coletânea Elvis Good Rockin Tonight, em 1989). Marcelo me chamou na casa dele e percebeu que eu queria me tornar cover e disse: ‘olha deixa eu dirigir você’. Ele me deu muitos toques, dicas, todas as diretrizes necessárias... fiz curso de inglês por quatro anos, fiz cursos de técnicas vocais, investi nas minhas roupas e formei uma banda com profissionais que vivem de música.
Serviço
O Jack Music Pub fica na av. Duque de Caxias, 8-56. Ingressos do 1º lote são vendidos a R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada); promocional: R$ 20,00 + 1kg de alimento não-perecível. Pontos de venda: Jack Music, Music Sound (Bauru Shopping), The Burgers (Getúlio) e Jô Calçados. Informações:
(14) 3245-3254.