O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje (22) à tarde o julgamento do mensalão com as considerações do revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski. Ele começa votando as denúncias sobre desvio de dinheiro público, o terceiro capítulo que consta da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Logo no início da sessão, Lewandowski disse que não iria além do voto parcial do relator Joaquim Barbosa. “Não falarei de nenhum outro réu, pois, dessa forma, estaria passando o relator e, assim, ferindo o que tem no Artigo 135 do Regimento Interno [do STF]”. O ministro adiantou, no entanto, que começaria pelo item que trata dos desvios no Banco do Brasil e, não, pelos desvios na Câmara dos Deputados, como optou Barbosa.
|
José Cruz/ABr |
|
|
|
Os ministros do STF, Marco Aurélio Mello, Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, José Antônio Dias Toffoli,e Rosa Weber, durante julgamento do mensalão em sessão em que os advogados fazem a defesa dos réus |
Ontem (21), ao participar de evento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Lewandowski disse que seu voto levaria até uma sessão e meia para ser concluído. Depois dele, votam, pela ordem de antiguidade no Tribunal, os ministros Rosa Weber; Luiz Fux; José Antônio Dias Toffoli; Cármen Lúcia; Cezar Peluso; Gilmar Mendes; Marco Aurélio Mello; Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, o presidente do STF.
Ainda há dúvida se o ministro Cezar Peluso adiantará seu voto, falando logo após o revisor. Peluso aposenta-se compulsoriamente no dia 3 ao completar 70 anos, e sua última sessão na Corte será no próximo dia 30 de agosto.