08 de julho de 2026
Nacional

Greve da PRF continua após reunião

Folhapress
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Brasília - Policiais rodoviários federais saíram sem um acordo com o Ministério do Planejamento em reunião realizada ontem. Uma nova rodada está prevista para a próxima segunda-feira. Mais cedo, também foi mantido o impasse entre governo e agentes da Polícia Federal.

De acordo com Pedro Cavalcanti, presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), o governo “se mostrou contrário” à demanda da categoria por adicional noturno, por exemplo. O limite apresentado aos policiais foi o de 15,8% de reajuste nos próximos três anos, fórmula semelhante a das demais categorias.

“O calendário de greve continua”, disse. Até ontem, apenas os policiais do Tocantins não aderiram à paralisação da categoria. Decidida desde o início da semana, a greve vai começar com força amanhã. Em São Paulo, foi marcado um protesto na via Dutra.

Cavalcanti comentou ainda a faixa estendida por policiais grevistas no município de Penedo (RJ), em que se anunciava “Passagem livre para tráfico de drogas e armas”. Segundo o presidente da federação, a intenção não era fazer uma “apologia ao crime”. “A faixa já estava há muito tempo, no início de agosto. Só agora foi ter uma notoriedade. (...) É uma manifestação alertando a sociedade de que a segurança pública do País precisa melhorar”, disse. “Nós somos uma categoria ordeira, não somos irresponsáveis”, completou.

Na última terça, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou que determinou à diretora-geral da PRF que abrisse sindicância para apurar os responsáveis pelo cartaz. “Comprovada a autoria, nós aplicaremos as punições devidas e determinadas pela lei”, afirmou na ocasião. A presidente Dilma Rousseff demonstrou irritação com a faixa e diz a interlocutores que aguarda punição “exemplar” de Cardozo aos envolvidos.

 

Corte de ponto de servidores

Na tentativa de reverter o corte de ponto de mais de 11 mil servidores públicos que estão em greve, quatros entidades sindicais entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma reclamação pedindo a suspensão da medida. O texto solicita ainda a recomposição dos eventuais valores descontados por conta da paralisação. Segundo o Ministério do Planejamento, com o corte de ponto de 11.495 servidores, haverá um desconto de R$ 20 milhões.

Para os sindicalistas, o corte de ponto desrespeita o direito de greve. Outro argumento é que o Supremo já definiu anteriormente que é “vedada qualquer retaliação punitiva em razão de participação em movimento grevista.”