08 de julho de 2026
Internacional

Tiroteio em NY deixa 2 mortos e 9 feridos

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Nova York - Onze pessoas foram atingidas em um tiroteio em frente ao arranha-céu Empire State Building, em Nova York, pouco depois das 9h da manhã de ontem (10h em Brasília).

Jeffrey Johnson, 58 anos, atirou na cabeça de um ex-colega da empresa de onde foi demitido há um ano, na mesma vizinhança. Dois policiais que faziam ronda ao redor do edifício mataram o atirador.

No tiroteio, nove turistas que aguardavam na fila para visitar o mirante do arranha-céu foram atingidos. Estão hospitalizados, mas não correm risco de vida.

Steve Ercolino, morto por Johnson, e o atirador tinham se interpelado judicialmente em ações de assédio moral. Johnson foi demitido no ano passado após cortes de pessoal da empresa. Ercolino, que era vice-presidente da empresa, prestou queixa na polícia pela agressão e o atirador foi condenado a não se aproximar dele.  De acordo com os agentes Johnson havia agredido a vítima em abril. Na ocasião, os dois trabalhavam na Hazan Imports, empresa que Johnson foi demitido do cargo de designer de acessórios femininos.

Os policiais atiraram 16 balas em Johnson, cuja pistola tinha apenas oito balas, o que faz pensar que as vítimas foram atingidas pela polícia. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, elogiou o “heroísmo” dos policiais.

 

Frequência

É o terceiro tiroteio em pouco mais de um mês em locais públicos nos Estados Unidos. Em 20 de julho, um atirador matou 12 pessoas em uma cinema de Aurora (Colorado); no dia 6 passado, um veterano do Exército matou seis e feriu quatro durante uma cerimônia religiosa em um templo sikh no Estado de Wisconsin.

Há duas semanas, a polícia de Nova York matou a tiros um sem-teto que circulava com uma enorme faca em mãos na Times Square, a mais movimentada praça da cidade, imagem capturada por celulares de dezenas de turistas.

O tiroteio diante do prédio de 102 andares bem no horário em que centenas de pessoas chegavam ao trabalho parou parte da cidade. A polícia isolou cerca de dez quadras da Quinta Avenida e cinco quarteirões entre Park Avenue e Sexta Avenida.

Os feridos estavam diante da filial da tradicional farmácia Duane Reade. No movimentado cruzamento, ainda há um Starbucks e as lanchonetes Wendys e Papaya Dog.

Johnson trabalhou na importadora de roupas Hazan e usou uma pistola calibre 45 comprada na Flórida. Ele não tinha licença para usar a arma em Nova York.

O prefeito Bloomberg, em entrevista coletiva pela manhã de ontem, disse que “há armas demais por aí”. Ele já cobrou do presidente Barack Obama.


Atirador do Colorado avisou antes

Aurora - A Promotoria do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, revelou ontem que o ex-estudante James Holmes, atirador que matou 12 pessoas em um cinema em julho, contou a um colega que queria matar pessoas quatro meses antes do ataque.

Em documentos da investigação do caso, os promotores informaram que estão buscando informações sobre a conduta de Holmes durante seu curso de mestrado em neurociência na Universidade do Colorado, que largou no mês anterior ao crime.

De acordo com os acusadores, o jovem deixou a faculdade em junho após fazer ameaças a um professor por ter sido reprovado no fim do ano letivo. A defesa argumenta que os promotores não devem ter acesso aos informes estudantis do atirador.

O advogado do ex-estudante, Daniel King, disse que o jovem tem problemas mentais, tentando uma possível defesa por insanidade. No entanto, a promotora-chefe Karen Pearson atribui o crime ao mau rendimento na universidade, aliada à compra de quantidades grandes de munição, armamento e explosivos.  James Holmes pode ser condenado à pena de morte.