Paises de tradições árabes, como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e Iraque, juntos, são os maiores produtores mundiais de petróleo, com uma produção estimada em aproximadamente 17 milhões de barris diários, enquanto os Estados Unidos da América ficam em terceiro lugar com uma produção estimada em 9 milhões de barris diários. O Brasil é o nono produtor mundial, com uma produção estimada em 2,5 milhões de barris diários (dados de 2011). No caso do etanol, o Brasil é segundo maior produtor, com uma participação de aproximadamente 33% no mercado mundial, enquanto os Estados Unidos da América se destacam como o maior produtor, com uma participação de aproximadamente 54% de todo etanol produzido no mundo (dados de 2009).
Sabemos que as energias renováveis serão as propulsoras de um futuro não muito distante, no qual teremos que aliar produção de energia, geração de riquezas e proteção ao meio ambiente. Entretanto, para que tais medidas sejam aplicadas, algumas perguntas ficam no ar, como por exemplo: por que o Brasil ainda não consegue ser o líder mundial na produção do biocombustível?
É fato que os americanos têm grandes interesses no petróleo árabe e no etanol brasileiro, tanto na questão mercadológica quanto na tecnologia de produção, no caso do etanol para se manterem como líderes do setor; no caso do petróleo para serem os maiores produtores - o grande objetivo norte?americano é dominar todas as matrizes energéticas disponíveis, sendo que a economia americana está alicerçada na indústria de base que, consequentemente, financia todo o "sonho americano", que defende a ideia de ser a potência máxima no mundo.
Até agosto de 2012, a produção do etanol brasileiro apresentou uma queda de aproximadamente 21%, ocasionada pela combinação de fatores climáticos, econômicos e pela saída de operação de algumas unidades industriais. Com isso, o Brasil perde competitividade do etanol originado da cana-de-açúcar e na geração de riquezas quando deixa de comercializar o produto no exterior.
O Brasil possui condições favoráveis (climáticas, territoriais e tecnológicas) de se tornar a maior potência mundial na produção de etanol, desde que haja incentivos governamentais e políticas corporativas modernas nos empreendimentos industriais para impulsionar o manejo agrícola e de processamento.
O autor, Sidney Aguiar, é analista de Meio Ambiente, graduado em Gestão Ambiental - www.sidaguiar.blogspot.com.br