07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Padres e padres


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Sou católica apostólica romana, não só da boca pra fora, mas praticante. Participo ativamente na minha comunidade, canto em missas na minha paróquia e na medida do possível em outras paróquias de cidades vizinhas.

Mas eu e minha família, que somos todos católicos, estamos muito sentidos com o o acontecimento ocorrido no dia 20/08/12. Meu sobrinho, Luiz Antônio Roque Junior, de apenas 31 anos de idade, estava muito doente por conta de um AVC ocorrido há exatamente 2 anos.

No dia 20/08, numa segunda-feira, minha irmã ligou dizendo que o Junior não estava bem. Isso foi por volta da 10h da manhã, pedindo que eu arrumasse um padre para fazer uma oração e dar uma unção no meu querido sobrinho, pois já tinha telefonado em todas as paróquias na cidade de Agudos e por conta do descanso dos padres neste dia ela não encontrou ninguém.

Disse a ela que iria arrumar, mas só no dia seguinte, às 8hs da manhã, que falaria com o padre que tenho certeza que iria. Mas o Junior piorou e entrou em coma, então minha querida irmã pediu para uma vizinha se a mesma conhecia alguém que viesse fazer uma oração e tinha que ser rápido, pois seu filho estava partindo. A sua vizinha conseguiu só um pastor, que orou e deu uma unção no Junior, que partiu meia hora depois, deixando todos nós abalados.

Meu Deus, somos todos católicos. O Junior e sua mãe estavam afastados por causa da doença, minha irmã dizimista fazia parte do grupo de oração, devota de Nossa Senhora Aparecida, nem durante a doença e nem no velório de seu querido filho foi confortada pela presença de um padre de sua paróquia. O Junior partiu sem a presença de um padre e ele batizado, fez a primeira eucaristia e o crisma, era um moço normal. Eu e minha família não vamos abandonar nossa religião, nossa Igreja, mas jamais criticaremos aqueles que mudam. Desculpem-nos os padres, mas precisava desabafar.

Fátima Leandro