Nesta terça-feira (28) de madrugada, por volta das 5 horas, cinco vagões descarrilaram no trecho de linha férrea próximo a Rubião Junior, distrito de Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o local fica a cerca de dez quilômetros do trecho onde, na manhã de segunda-feira (27), ocorreu acidente semelhante, inclusive com vazamento de óleo diesel (leia mais abaixo).
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Valéria Cuter/Acontece Botucatu |
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É possíver ver as marcas da passagem do vagão nas pedras ao redor da linha férrea |
De acordo com o diretor do sindicato, Almir Martins Pereira, no caso mais recente, os vagões que saíram dos trilhos - que geralmente são utilizados no transporte de celulose - estavam vazios. Apesar do descarrilamento, não há registro de vítimas ou de vazamento de combustível.
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Valéria Cuter/Acontece Botucatu |
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O tráfego de trens ficou supenso até o início da tarde por causa do descarrilamento |
Ainda segundo Pereira, até o início da tarde, o tráfego de trens no local estava suspenso. Ele ressalta que, assim como no acidente de ontem, o maquinista estava operando a composição no regime de monocondução, ou seja, sozinho, sem a presença de auxiliar, prática que é criticada pelo sindicato.
Por meio da assessoria de imprensa, a concessionária América Latina Logística (ALL) não confirmou a ocorrência do novo descarrilamento. Apesar de ser informada sobre a existência de fotos que comprovam o acidente, até o fechamento desta edição, ela não havia respondido e-mail com os questionamentos feitos pela reportagem.
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Valéria Cuter/Acontece Botucatu |
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Marcas da passagem do vagão fora do trilho mostram o descarrilamento |
De novo
Conforme divulgado, na segunda-feira (27), por volta das 10h45, cinco vagões carregados com óleo diesel descarrilaram na altura do quilômetro 293 mais 600 metros da linha férrea, no trecho que corta o bairro da Igualdade, em São Manuel (69 quilômetros de Bauru). Houve vazamento de parte do combustível de três vagões.
A composição havia saído de Paulínia com destino a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A reportagem apurou que cada vagão transportava cerca de 60 mil litros de diesel. Contudo, a quantidade de óleo que vazou não foi informada pela ALL, que disse que o problema foi rapidamente contido e que não houve feridos.
O diretor do Sindicato dos Ferroviários, Plínio Mércio Baldoni, declarou que os constantes acidentes na região têm sido provocados pela falta de manutenção na via e de investimento nos materiais rodantes, aliada às excessivas jornadas de trabalho. Ele também criticou o sistema de monocondução adotado pela concessionária.
A ALL defendeu-se alegando que trata-se de prática segura, comprovada por laudo pericial técnico em ação civil pública transitada em julgado, sem a possibilidade de recurso. Segundo a concessionária, a modernização dos equipamentos e tecnologia embarcada implantados fazem com que o sistema seja uma “opção plenamente viável e segura”.