Damasco - Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas após um carro-bomba explodir em um funeral ontem em Damasco, na Síria. A ação, que foi confirmada por membros da oposição e do regime, é atribuído pela agência de notícias Sana a “um grupo de terroristas”.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres, ambulâncias foram deslocadas para o local, que fica no subúrbio de Jaramana, a leste da cidade.
Os ativistas disseram que este é o terceiro ataque a bomba na região nas últimas 24 horas. O leste de Damasco passa desde domingo por um aumento das batalhas entre as forças do regime de Bashar Assad e opositores.
Na segunda, um helicóptero do Exército caiu no bairro de Jobar, na mesma região. Em Daraya, ativistas descobriram no domingo cerca de 300 corpos de civis mortos em confrontos e ações do regime de Assad. A ação foi condenada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelos EUA.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 40 pessoas morreram ontem em combates em todo o território do país árabe.
Avançando
O ditador sírio, Bashar Assad, disse ontem que seu regime está “avançando” na guerra que tem sido travada no país, mas que talvez os confrontos durem mais do que previa. “Estamos lutando uma guerra regional e internacional e devemos precisar de tempo para vencê-la. Mas posso dizer uma coisa: estamos avançando”, disse Assad, durante entrevista ao canal privado “Al Dunia”, que deve ir ao ar amanhã, às 21h (hora local).
Nos trechos divulgados ontem, Assad ainda critica as autoridades turcas, mas diz ter o apoio da população do país vizinho.
“Vamos retroceder por causa da ignorância de alguns dos líderes turcos ou vamos olhar para o nosso relacionamento com o povo turco, que esteve conosco nesta crise?”, questiona Assad.
As declarações vêm depois do maior massacre cometido em 17 meses de conflito, que deixou ao menos 330 mortos em Daraya, próximo à capital. Segundo a ONU, mais de 18 mil pessoas já morreram no conflito. O OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos) calcula 25 mil mortos.