10 de julho de 2026
Política

Juiz notifica 21 por cavaletes errados

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

A decisão da Justiça Eleitoral de Bauru em proibir a exposição de placas e cavaletes de candidatos em canteiros de avenidas, rotatórias e praças mobilizou tanto os funcionários do Judiciário quanto os concorrentes a cargos públicos. A fiscalização foi intensificada nos últimos dias e, apenas nesta terça-feira, 21 notificações foram emitidas por conta de materiais de propaganda colocados em espaços públicos de forma irregular.

Depois de notificados, os candidatos têm o prazo de 48 horas para que não sejam multados pela Justiça Eleitoral. Segundo o chefe de cartório da 23ª Zona, Munir Sayed, as equipes estão saindo às ruas por três vezes ao dia para as diligências com este objetivo.

Na edição de segunda-feira, o Jornal da Cidade mostrou uma série de casos em que os cavaletes e placas invadiram o espaço público. Até então, havia dúvidas dentro da própria justiça sobre a legalidade ou não deste tipo de propaganda, mas uma reunião entre os três juízes eleitorais de Bauru definiu que este tipo de material será tolerado apenas em calçadas, desde que não atrapalhe a circulação de pedestres e cadeirantes.

Por conta disso, a quarta-feira foi de grande mobilização também entre os candidatos, que realizaram forças-tarefas para a adequação dos locais onde seus cavaletes estão colocados.

Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal da Cidade percorreu grandes avenidas de Bauru, como a Nações Unidas, Getúlio Vargas, Rodrigues Alves e a Comendador José da Silva Martha. Até ontem, os canteiros centrais e rotatórias dessas vias eram cenários de vasto material deste tipo de propaganda.

A quantidade foi drasticamente reduzida. No entanto, ainda há flagrantes de desrespeito à legislação eleitoral.

 

Infrações

O caso mais explícito detectado pelo Jornal da Cidade foi de um cavalete da candidata Eliane Fetter Telles Nunes (PR), exposto no canteiro central da Getúlio Vargas, bem próximo à praça da Copaíba.

Procurada pela reportagem, a candidata assumiu a responsabilidade pelo desrespeito à legislação, explicando que uma apoiadora é o responsável por colocar e tirar o cavalete do local diariamente. No entanto, ela esqueceu de avisar a amiga sobre a decisão da Justiça, publicada ontem no JC. “Não tenho muitos cavaletes e todos os outros eu tomei o cuidado de deixar em calçadas. Como não passei pela região da Getúlio, este passou, mas amanhã [hoje], essa situação será regularizada”, contou a candidata.

Outro caso registrado pela reportagem é de um cavalete de Alex Gasparini colocado em um espaço que, apesar de não ser um canteiro central, também não é caracterizado como calçada, ao lado da rotatória que liga a rodovia Marechal Rondon à nova avenida Mário Oliveira Mattosinhos, que dá acesso à Getúlio Vargas.

 

Cavaletes furtados

Dois cavaletes do vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB) estavam em canteiro da avenida Dr. Lisboa Jr., prolongamento da Duque de Caxias. A assessoria do candidato, porém, informou que regularizou a colocação de todos os materiais. No entanto, dois deles foram furtados da Comendador José da Silva Martha, motivando, inclusive, o registro de boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.

Segundo a equipe do socialista, o comitê recebeu diversos alertas sobre a irregularidade de cavaletes, mas, quando se dirigia o local, eles não estavam mais por lá.