09 de julho de 2026
Nacional

Militares terão reajuste salarial de 30% até 2015

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os militares terão um reajuste maior do que o concedido para a grande maioria dos servidores públicos do Executivo civil, Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União. A categoria, segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), terá um aumento de 30%, diluídos nos próximos três anos.

Para a maior parte das categorias, o reajuste oferecido foi de 15,8%, até 2015. Já no caso dos professores, o reajuste varia de 25% a 40%.

Os técnicos-administrativos receberam os mesmo 15,8%, mas assinaram acordo que garante novos índices para evolução na carreira e incentivo à qualificação.

 

Incra

“Priorizamos o Incra porque a presidenta tem uma preocupação especial com a pobreza no campo. (...) Apesar de uma proposta diferenciada e muito boa, o Incra não aceitou (a oferta)”, disse a ministra.

De acordo com o diretor da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi), Reginaldo Aguiar, a proposta do governo resultaria em aumentos poucos significativos.

Segundo ele, 70% do órgão aderiu à mobilização, que conta com 30 superintendências pelo País. Ao todo, o Incra tem 5.500 servidores.

Os servidores, que paralisaram suas atividades há mais de 70 dias, ainda tentam negociar até o fim do dia um aumento superior ao reajuste de 15,8%.

Ao todo, o governo terá em 2013 uma despesa de R$ 10,2 bilhões com as reestruturações e aumentos no contracheque de carreiras do Legislativo, Judiciário, MPU e Executivo. Desse total, R$ 8,9 bilhões (87,2% do total) se referem aos servidores do Executivo.

 

Impacto de R$ 28 bilhões

Brasília - O reajuste médio de 15,8% concedido aos servidores públicos federais - até 2015 - terá um impacto, somente no orçamento de 2013, de R$ 8,9 bilhões. Até 2015, o impacto estimado é de R$ 28 bilhões.

De acordo com o ministério do Planejamento, 93% dos servidores do Executivo aceitaram o acordo. Algumas categorias, entretanto, rejeitaram a oferta. Entre elas estão os auditores fiscais da Receita Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Banco Central. “Quem não assinou, não assina mais”, afirmou ontem a ministra Miriam Belchior, em coletiva de imprensa. “O governo fez a sua parte”, completou.

A ministra disse ainda que a negociação para o pagamento referente aos dias não trabalhados será acordada assim que as carreiras em greve retomem a rotina.

“A regra estabelecida é que (...) que cada ministério prepare um plano de reposição. Esse plano tem que ser aprovado pelo Ministério do Planejamento. O Planejamento avaliará cada um desses planos pra verificar se corresponde ao objetivo de reposição”, disse Miriam.