11 de julho de 2026
Nacional

Operário que teve crânio perfurado por ferro quer ficar mais perto da família

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio - O operário Eduardo Leite, 24 anos, que teve o crânio perfurado por um vergalhão numa obra na zona sul do Rio, deixou o hospital na manhã de ontem. Caminhando e de boné, o operário teve alta 15 dias depois da internação. Antes, foi examinado em uma clinica particular onde mediu as funções do cérebro, além de capacidade de raciocínio e memória.

A barra de ferro da grossura de um dedo polegar entrou pela parte posterior do crânio e saiu entre os olhos. Ao sair do hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul, apenas acenou para a imprensa. Depois, concedeu entrevista ao RJTV, da TV Globo, afirmando querer apenas ficar perto da família. “Às vezes, a gente sai para trabalhar e não tem tempo de dizer ‘filho, eu te amo’, ‘esposa, eu te amo’.” Leite contou que se lembra de tudo e sempre teve noção da gravidade do caso. “Fui amarrar um ferro e me dei conta quando afrouxou e caiu. Quando eu senti a pancada, eu falei: ‘Aconteceu alguma coisa’. Mas procurei me manter tranquilo, ficar calmo, passar tranquilidade para os colegas que estavam do lado”, relatou.

De acordo com os médicos, o operário chegou consciente ao hospital e passou por uma cirurgia de seis horas. Leite reagiu muito bem ao tratamento, sem apresentar infecção, mas vai precisar de acompanhamento.

Pela área atingida, o operário pode apresentar alterações de humor, com picos de felicidade ou depressão.Em uma vistoria na obra, fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) concluíram que o vergalhão não estava bem amarrado quando foi içado.