10 de julho de 2026
Nacional

Bandidos colocam fogo em carro com vítima dentro em São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um vendedor de 26 anos vítima de sequestro-relâmpago teve queimaduras de primeiro e de segundo grau após dois criminosos atearem fogo em seu carro com a vítima ainda dentro do veículo.

Os criminosos incendiaram o Fiat Palio 2002 após tentar realizar saques e fazer compras com o cartão de banco da vítima, que não tinha dinheiro na conta.

A dupla rendeu Marcelo Bustamante Gonçalves e a também vendedora Daiana Pedro da Silva, 22 anos, na avenida Carlos Caldeira Filho, no Capão Redondo (zona sul de São Paulo). A ação ocorreu na noite de anteontem.

 

Capuz

Os criminosos armados chegaram de moto para abordar as duas vítimas. Um terceiro suspeito assumiu a motocicleta e fugiu.

De acordo com a polícia, as vítimas ficaram encapuzadas por quatro horas, sempre sob ameaça de morte.

Após as tentativas frustradas de sacar dinheiro em caixas eletrônicos, os assaltantes libertaram a vendedora em uma rua deserta na região da estrada de Itapecerica e continuaram com Gonçalves.

Os criminosos desceram do veículo, roubaram o rádio, atearam fogo no carro e fugiram. Gonçalves conseguiu sair, mas com ferimentos.

Na tarde de ontem, ele teve alta. De acordo com a vendedora, os ladrões também ameaçaram abusar sexualmente dela. “O Marcelo implorou, pedia “pelo amor de Deus” para eles não fazerem isso”, disse.

Ainda de acordo com ela, toda a vez que os criminosos não conseguiam usar o cartão, os dois eram ameaçados de morte.

“O tempo todo eles falaram que iam nos matar”, afirma a vendedora, que não ficou ferida no sequestro relâmpago.

“Ele estava sem dinheiro, tinha acabado de conseguir um emprego. Agora ele está traumatizado”, disse José Carlos Gonçalves, 57 anos, pai do vendedor.

O caso está sendo investigado pelo 47.º DP (Capão Redondo). Na tarde de ontem, os investigadores ouviram as vítimas para saber se elas tinham alguma ideia dos locais por onde passaram.

De acordo com a polícia, caso os criminosos tenham parado em lojas de conveniência de postos de combustível, será possível solicitar imagens de câmeras de segurança. Até a conclusão desta edição, nenhum criminoso havia sido preso.