A Praça Rui Barbosa foi o palco para a abertura oficial da Semana da Pátria em Bauru, realizada na manhã de ontem. Localizada na área central da cidade, a praça ficou grande para o evento que reuniu poucas pessoas. O fim do domínio português e a conquista da autonomia política brasileira, ao que tudo indica, não teveram a merecida “atenção histórica” por parte dos bauruenses.
O evento contou com atos solenes, hasteamento das bandeiras, execução do Hino Nacional e da Independência, além da apresentação da banda do Colégio Paraíso. O encerramento das festividades alusivas à Independência do Brasil será no Sambódromo com um desfile cívico no dia 7.
Durante toda a semana dedicada à Pátria, segundo a diretora da Divisão de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Suzana Godoy, haverá atividades nas escolas públicas e particulares e em empresas. “A comemoração terá seu ponto culminante no dia 7 de setembro com o desfile no Sambódromo.”
O tenente-coronel e chefe da 6ª Circunscrição de Serviço Militar, Almyr Vilar Moreira Pinto, participou da solenidade e ressaltou que a maioria dos países é livre e que no Brasil a independência existe. “O povo é livre. Pode andar, trabalhar, constituir família. Isso é liberdade.”
Outra luta
Já para o comandante do CPI-4, coronel Maximiano Cássio Soares, a luta mudou de foco. “Estava refletindo antes de vir para cá. Se antes o brasileiro lutava pela soberania, como na época do Gonçalves Ledo, José Bonifácio etc, hoje lutamos para nos libertar das mazelas. Falar que somos totalmente independentes diante da violência, do tráfico de drogas, do tráfico de influências, não tem como. É outra luta”, analisa.
“A luta continua com outro foco para que o povo realmente se liberte de todas as mazelas. O melhor seria usarmos o civismo e o patriotismo que vemos em tantos outros países para resgatarmos a liberdade”, acrescenta o coronel.
Para o comandante do 4º BPM-I, tenente-coronel Nelson Garcia Filho, o Brasil caminha para a democracia. “A melhor situação para qualquer país do mundo é a democracia. Ter liberdade de ir e vir, de poder se expressar, estudar, trabalhar. O Brasil está caminhando para isso, todos os brasileiros devem lutar para que isso aconteça.”
Ele lembra que os brasileiros ainda estão se adaptando à liberdade. “Ainda há confusão entre a liberdade e a liberalidade. As pessoas não sabem seus limites e acabam invadindo a liberdade do outro. Quando as pessoas souberem o limite da liberdade, todos vão viver bem”, finaliza Garcia.