09 de julho de 2026
Articulistas

Oposição a Liverpool

Sarah Luna
| Tempo de leitura: 2 min

Os movimentos de contracultura foram marcos expressivos no processo de transição do pensamento da sociedade ocidental. O termo despontou lentamente nos meios de comunicação para caracterizar as manifestações culturais que estavam ocorrendo, principalmente, na década de 60. Estamos habituados a reconhecer esse período através dos símbolos como os cabelos compridos, roupas coloridas, amor livre, drogas, entre outras coisas. Porém, é uma visão reducionista em relação a tudo que representou e representa até os dias atuais. Surgidos após o fenômeno dos Beatles, os Rolling Stones se inserem nesse contexto em oposição ao estilo da banda de Liverpool. Apesar disso, não se pode negar a originalidade do grupo. Enquanto os Beatles faziam a imagem de bons moços, os Stones eram os rebeldes transgressores. Uma curiosidade que ilustra tal fato é sua primeira campanha promocional com o slogan "você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?"

A banda se inicia com o reencontro de Keith Richards e Mick Jagger, parceria que é conduzida até hoje. Jagger quase sempre despontou como líder e símbolo da banda, pois seu estilo único de se apresentar lançou moda. Além dos dois amigos, o grupo inicia com várias formações, mas em 1963 já estava consolidado com Bill Wyman, Brian Jones e Charlie Watts. Lançam no ano seguinte seu primeiro disco e em 65, já firmados na cena musical, gravam (I can´t get no) Satisfaction, composta por Richards e Jagger, que se torna seu maior hit e consagra a famosa parceria.

Depois disso, vieram vários trabalhos significativos para a história do rock como o disco "Beggars Banquet", com "Sympathy for the Devil" e "Street Fighting Man", considerado um dos maiores discos de rock dos anos 60. Mas o grupo passou por turbulências, principalmente por consumo de drogas e a morte de Brian Jones já afastado da banda, em circunstâncias não explicadas. Apesar disso, seguem com a carreira que transcorre pelos anos 70, com a adoção do símbolo da boca com a língua de fora, desenhada por John Pasche. Bill Wyman, baixista, deixa a banda em 93. Os Stones são um dos poucos grupos formados naquela época que resistem atualmente - e em plena atividade.

A autora, Sarah Luna, é pós-graduada em turismo