Inicia-se a batalha eleitoral e ainda soam suaves as alfinetadas em quem está no poder e chovem as promessas de novas realizações que trarão tranquilidade, benefícios e cidadania para o povo bauruense por parte dos novos candidatos. Os novos postulantes ao cargo de prefeito falam com muita convicção da construção do ambulatório da mulher, e eu ainda digo que está errado o direcionamento dos locais (Mary Dota e Bela Vista) e uma parte muito populosa não é lembrada.
É só olhar o mapa da cidade, ambos (se forem realmente dois) estarão à esquerda da Nuno de Assis e 70% da população à direita da mesma. Por outro lado, parece que o ambulatório vai resolver todos os problemas das mulheres, quando na verdade ele se destina somente ao atendimento das gestantes.
Cabe dizer que o Ambulatório da Gestante foi criado pelo governo federal que, em parceria com os Estados, criaram condições para a abertura dos ambulatórios da mulher. Portanto, não estarão criando nada, colocarão em prática um novo programa do governo federal, portanto do PT (coligação e vice de Agostinho).
E o homem não é alvo de nenhum programa específico, com ambulatório exclusivo. Pior ainda Ssão as crianças. Quem está na saúde sabe que a maior dificuldade hoje, na área da saúde, é o atendimento à criança até os 5 anos. Sobram vagas de residência médica nas universidades pelo desestímulo que os profissionais vêm sofrendo pelo aviltamento salarial.
Bauru melhorou um pouco os salários e com alguma dificuldade regularizou a equipe de adulto. Por que, então, ninguém fala na solução dos problemas do PAI. e de pediatras nos postos de saúde? Nem quem está, nem quem postula o cargo. Todos sabem que precisa de algo difícil de imaginar, por isso não tocam no assunto. A população vive insatisfeita com o funcionamento dos PS e UPAs que realmente dão o atendimento mais volumoso e imediato, pois os postos não se oferecem como opção.
Agora, mesmo atendendo a quase tudo, o PS e as UPAs são os únicos a serem agredidos. Por que? Mais duas UPAs serão abertas ainda esse ano para atender apenas adulto. Volto a perguntar: como ficarão as crianças doentes? E as saudáveis em relação à puericultura para acompanhar seu crescimento e desenvolvimento? Não encontro resposta.
Quanto à emergência, tenho certeza que 90% dos problemas derivam de uma única palavra: internação. Aí está uma coisa que sempre falo desde o governo Nilson Costa (1° mandato). Estou falando da municipalização plena da saúde, coisa que só se tornou motivo de difusão na mídia porque estamos numa situação muito peculiar, onde o município não manda em nada além das unidades básicas de saúde, pronto-socorro e UPAs.
O AME é do Estado. Manoel de Abreu e Maternidade Santa Izabel, Hospital Estadual que administra é de Botucatu. Trava-se a última batalha: quem ficará com o Hospital de Base? Se ficar o município como gestor, teremos condições de agilizar muito, não só internações, mas também cirurgias eletivas, que hoje tem uma fila de mais de 3 anos.
Contudo, olhando para trás, vejo uma administração com realizações suficientes para merecer sua continuidade por mais 4 anos (popular: em time que está ganhando não se mexe), principalmente porque já existe uma equipe de governo não só montada como já inteirada de todos os programas e problemas e os rumos para resolvê-los.
Outra vantagem é não ocorrer uma descontinuidade de projetos que podem ficar abandonados e trocados por outros menos importantes para o município e seu povo, sendo importantes para quem entra e que pode querer dizer apenas "eu fiz" ao invés de "eu terminei". Enfim, sugiro apenas que analisem o que era e o que é a saúde em Bauru há 4 anos e agora. O mesmo para outros setores da administração pública. Que Bauru consiga o melhor.
Áureo Antonio Érnica