Paris - O uso de armas químicas ou bacterianas por forças do governo na Síria provocaria uma “pesada e extremamente rápida” resposta do Ocidente, disse o ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, ontem.
“Nós conversamos sobre isso, em especial com os nossos parceiros norte-americanos e britânicos, e acompanhamos isso de perto no dia-a-dia”, afirmou.
“Nossa resposta... seria enorme e muito rápida”, disse Fabius ao canal de televisão BFM, afirmando que armas químicas eram um “grande, grande risco” na crise síria.
Os governos da França e dos EUA já disseram que, apesar do impasse no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a tomada de medidas firmes para deter a repressão do Exército do presidente Bashar al-Assad a um levante de 17 meses, o uso de armas químicas seria justificativa para uma intervenção militar.
A Síria reconheceu em julho que possui armas químicas e biológicas, levando o presidente dos EUA, Barack Obama, a ameaçar com “consequências enormes” se autoridades sírias sequer movessem tais armas de forma ameaçadora.
Perguntado se as potências ocidentais concordaram com a forma que a resposta ao uso de armas químicas poderia ter, Fabius disse que acredita que estariam unidos.
“A Rússia tem sido muito firme sobre este ponto e os chineses têm a mesma posição”, acrescentou.
Assad, que é apoiado pelo Irã e pelo Hezbollah libanês, perdeu o controle de áreas rurais em regiões do norte, leste e sul da Síria e está utilizando helicópteros e aviões de combate para tentar dominar a oposição.
Carro-bomba em Damasco
Um carro-bomba explodiu ontem no subúrbio de Jaramanah, próximo à capital Damasco. Um grupo de pessoas foi atingido, mas ainda não há informações do número de mortos e feridos na ação.
De acordo com organizações da oposição e meios estatais, ambulâncias foram para o local para dar assistência aos atingidos pelo ato. A agência de notícias Sana informa que mulheres e crianças estão entre os feridos.
Os meios oficiais afirmam que a ação foi provocada por “terroristas”, modo como chamam os opositores, enquanto rebeldes dizem ser mais um ato de forças aliadas ao governo.
O bairro é o mesmo onde 12 pessoas morreram em explosão similar na última terça, dia 28, durante um funeral. Jaramanah é uma região de população sunita, cristã e drusa e apoia o regime de Bashar Assad.