Medalhas, surpresas e polêmica agitaram o dia do Brasil, ontem, na Paralimpíada de Londres. O País conseguiu mais três medalhas de ouro - com Dirceu José Pinto e Eliseu dos Santos na bocha, Daniel Dias na natação, e Felipe Gomes no atletismo. André Brasil, na natação, e Daniel Silva, no atletismo, foram prata, enquanto que Jonathan Santos, também do atletismo, garantiu mais um bronze para o País.
O ouro com maior dose de surpresa e polêmica aconteceu nos 200 metros categoria T11. Lucas Prado com o guia Justino dos Santos era favoritíssimo ao ouro na disputa contra os brasileiros Felipe Gomes, que correu com Leonardo Lopes, e Daniel Silva, que teve Heitor Sales como parceiro. A bateria foi completada com o angolano José Armando com Nicolau Palanca.
Na pista, porém, a história foi outra. Felipe ficou em primeiro e Daniel em segundo, seguido do angolano. Lucas ficou sem medalha - na saída da curva, esbarrou no guia e teve a corrida prejudicada.
O campeão dedicou a medalha ao filho Daniel, de quatro anos, mas não perdoou o rival. “Eu saí do Brasil com uma coisa na cabeça: o Lucas, que é da minha equipe, falou em uma reunião que ia conquistar três medalhas de ouro. Eu não entendi o que ele quis dizer, mas eu fui medalha de ouro”, ironizou Gomes.
Natação
Daniel Dias não só conquistou mais uma medalha como pulverizou seu próprio recorde mundial dos 100 metros peito classe SB4, com o tempo de 1min32s27 - o anterior era 1min35s82. “Foi surpreendente porque é uma das minhas provas mais fracas”, disse o nadador. Faltou um pouco de sorte a André Brasil, que fez um tempo nos 100 metros costas (1min00s11) inferior ao seu recorde mundial (1min00s55). Mas foi superado pelo norte-americano Justin Zook, que ficou com o ouro e a nova marca mundial (1min00s01).