09 de julho de 2026
Olimpíadas 2012

Paralimpíadas: Terezinha e seu guia dão a volta por cima e se despedem com ouro


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Medalhas inéditas, grandes viradas e decepções fizeram parte do dia do Brasil, ontem, na Paralimpíada de Londres, que teve o primeiro pódio triplo do País na história da competição e a primeira medalha da esgrima nacional. A noite também marcou o reencontro de Alan Fonteles e Oscar Pistorius às pistas depois da decisão dos 200 metros classe T44 e, no segundo round, a vitória foi do sul-africano, que com seu time estabeleceu novo recorde mundial no 4x100 metros (41s78). O Brasil chegou em segundo, mas foi desclassificado, assim como a equipe da classe T11-13 pela manhã.

O Brasil tem as três corredoras mais rápidas dos 100 metros classe T11. A medalha de ouro foi um final feliz para Terezinha Guilhermina depois do acidente no dia anterior, no qual ela e o seu guia, Guilherme Santana, caíram durante a disputa dos 400 metros. E, de quebra, um recorde mundial (12s01). “Eu mostrei que um dia a gente pode chorar, mas no outro pode sorrir, de dançar. Isso aqui é um presente”, disse a atleta.

Jerusa dos Santos comemorou o ouro ao lado de Leonardo Lopes. Para Jhulia, que correu com seu guia e técnico Fábio Silva, o ouro foi a justa recompensa depois do trauma dos 200 metros, quando a medalha de bronze lhe foi concedida e depois tirada. “Já que me tiraram o bronze eu vim buscar nesta prova”.

A esgrima teve sua primeira medalha de ouro da história com Jovane Guissone, que derrotou Chik Sum Tam, de Hong Kong por 15 a 14. O atleta, que ficou paraplégico ao ser baleado em um assalto, vive exclusivamente da ajuda de uma bolsa-atleta de R$ 900,00 e da ajuda de três técnicos voluntários.