Semanas atrás, escrevi uma carta sobre saúde mental e sugeri que o prefeito, o secretário da Saúde e o nosso deputado estadual dessem mais atenção para a instalação de um Hospital Psiquiátrico com verbas municipais, estaduais e federais, já que perdemos o Banut e o Paiva.
Depois desse texto, por coincidência ou não, o Rodrigo falou em um dos seus debates sobre psiquiatria, que não temos médicos especializados no setor público e Fernando Monti também, além de diversas cartas de leitores falando sobre o assunto. Poucos médicos atendem pela Unimed e particular, e nenhum no PSC.
Pois bem, falando da depressão em si, anteontem (dia 4/09) mesmo teve uma brilhante palestra na Jalovi dos Altos sobre a doença, com o psicólogo cognitivo Arnaldo Vicente. E a plateia toda saiu satisfeita. Mas todos sabemos que é um problema de ordem mundial e seríssima, mesmo alguns ignorantes achando que é doença de rico, de vagabundo, etc...
No Jornal da Cidade de hoje, dia 5 de setembro, com o título "Depressão não é frescura", Maria Cristina Boniotti traz um texto muito bom sobre a depressão, estatísticas e formas de tratamento.
E muitas famílias não aceitam tal doença em seus familiares, por não entenderem e não discutir ou lerem sobre o tema.
E psiquiatras de Bauru deveriam
tratar seu paciente primeiro como ser humano, conversando e medicando corretamente e não pensando em quanto de dinheiro vai entrar, atendendo rapidamente para ganhar sempre mais.
Precisamos de médicos ao estilo Patch Adams, que dão valor ao lado humano, entrando na causa e não na consequência. Tudo bem, médicos de diversas áreas podem atender só no particular, mas em caso de crises tinham que ter a obrigação de ligarem ou encaixarem seus pacientes no dia da crise, mesmo que por 10 minutos.
Já fui a vários médicos de Bauru, de diversas especialidades.
Pouquíssimos como dr. Ary Souza, Admir Franzolin, Telma Gobbi, dra Ira (Marília), Fabiano Alves Neves, Antonio Carlos Martelli (vou esquecer de mais uma dezena) dão a atenção necessária ao problema, além de medicar.
Espero que, assim como teriam que investir em Bauru em modalidades esportivas antes de se fazer os Jogos Abertos (o gasto iria ser menor), a os 3 políticos que citei acima tragam a Bauru um Hospital Psiquiátrico para todos, como brilhantemente Marília fez, há mais de
50 anos, pois a depressão, assim como outros transtornos só tendem a aumentar nos dias difíceis de hoje, com desempregos e crises no mundo todo.
Obs: Precisou o vigilante tacar, como protesto de auxílio-doença negada e esperando por 20 dias, coquetéis molotov, para a Justiça e não o INSS dar o auxílio-doença e ser assim, encaminhado ao Hospital de Jaú (cadê Bauru, hein?) Teresa Perlatti para continuar seu tratamento? Infelizmente no Brasil é assim, precisa ter mortes ou sustos para se tomarem uma providência eficaz.
Gustavo de Carvalho Guedes - Guto Guedes - poeta, bacharel em Direito e tenista