10 de julho de 2026
Internacional

Menina de 4 anos é encontrada viva entre corpos de chacina na França

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Chevaline - Por oito horas, uma menina britânica de quatro anos passou encolhida entre os corpos de três adultos - supostamente sua mãe, seu pai e uma avó - mortos a tiros dentro de um carro nos Alpes franceses.

A garota, que, segundo o “Guardian”, se chama Zeena al-Hilli, estava encolhida sob a saia da mulher, no chão do banco do passageiro, e só foi encontrada à meia-noite, ontem, por policiais que haviam chegado ao local por volta das 16h. A família tem origem iraquiana, mas a polícia por enquanto não fala em crime de ódio racista.

“A menina estava totalmente imóvel no chão do veículo (...) invisível e calada, o que explica porque ela não foi encontrada antes”, disse o o promotor Eric Maillaud, durante coletiva na cidade de Annecy.

Os policiais não abriram as portas do carro por oito horas esperando a perícia chegar de Paris. Segundo o promotor, eles foram informados por turistas que havia outra criança com a família.

Quando os policiais abriram a porta, a menina apareceu, sorriu e saiu do carro, sem qualquer ferimento. Em inglês, disse ter ouvido choros, mas não conseguiu descrever o que ocorreu à polícia.

No carro, estavam os corpos de um homem e duas mulheres -possivelmente o iraquiano naturalizado britânico Saad al-Hilli, morador de Surrey, no Reino Unido, em nome de quem estava registrado o veículo, sua mulher e sua sogra.  Um ciclista que passava pelo local foi quem encontrou a BMW parada, ainda com o motor ligado, na estrada próxima à vila de Chevaline -perto da fronteira com a Suíça-, e chamou a polícia.

Ao se aproximar, o homem viu a irmã mais velha da garota, Zaina, 7 anos, que havia sido baleada no ombro e recebido golpes na cabeça.

Próximo ao local do crime, um ciclista também foi encontrado morto com um tiro. Autoridades acreditam que a morte do francês Sylvain Mollier, de aproximadamente 40 anos, tenha sido uma fatalidade e esteja relacionada à da família. Não há pistas do motivo dos crimes.