08 de julho de 2026
Nacional

Dilma abre comemoração em Brasília


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Brasília - A presidente Dilma Rousseff abriu o desfile cívico-militar do 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios, em comemoração ao Dia da Independência, ontem. Dilma desfilou sozinha em carro aberto, o rollys royce da Presidência da República, até a tribuna de honra - de onde acompanha o desfile ao lado da filha, Paula, do neto, Gabriel, e do genro.

Vários ministros participam da cerimônia, inclusive parte dos integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), que julgam a ação penal do mensalão: Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowsky. A cúpula do governo também comparece em peso ao desfile, como o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Dilma foi aplaudida por convidados ao chegar ao palanque oficial das autoridades. Ao contrário da presidente, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi vaiado por populares ao recepcionar Dilma na chegada à tribuna de honra. Além do governador, o ministro Celso Amorim (Defesa) recebeu a presidente para dar início à parada cívico-militar.

As festividades tiveram início com um sobrevoo da esquadrilha da fumaça sobre a Esplanada. Em seguida, terá início o desfile escolar e militar.

 

Longe de protestos

A presidente ficou completamente blindada durante o desfile da Independência. O esquema foi cuidadosamente montado para impedir que Dilma fosse vaiada ou faixas de protesto pudessem ser vistas por ela. O temor era principalmente que funcionários da Polícia Federal e da Receita Federal, que ainda estão em greve, conseguissem furar o bloqueio e chegassem perto do palanque presidencial, a exemplo do que houve no ano passado.

Desde a madrugada desta sexta-feira, seguranças da Presidência da República ocupavam e protegiam as arquibancadas montadas para o desfile, particularmente as que ficavam nas proximidades do palanque, para que não houvesse constrangimentos para a presidente. Vaias, desta vez, só para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), quando seu nome foi anunciado pelos microfones. “Vaias? Que vaias? Não ouvi”, desconversou ele, ao final do desfile.

Polícia Federal

Em uma das primeiras arquibancadas na Esplanada, próximo ao Ministério do Planejamento, bem longe de onde estava a presidente Dilma, representantes do Sindicato dos Policiais Federais conseguiram ocupar o local para protestar. Além de gritar palavras de ordem contra o governo, os policiais federais vaiaram seus colegas que passaram desfilando. Este ano, o número de representantes da PF no desfile foi muito reduzido e passaram apenas de carro.

 

Marcha contra a corrupção

A já tradicional Marcha contra a Corrupção reuniu cerca de 8 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. O movimento - liderado por estudantes de Brasília - começou logo após o desfile de 7 de setembro. Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam o fim do voto secreto e uma “faxina” no Congresso. O governador Agnelo Queiroz (PT-DF), vaiado durante a cerimônia oficial, também foi alvo do protestos. No ano passado, no auge da “faxina”, o ato reuniu aproximadamente 30 mil pessoas.