10 de julho de 2026
Esportes

Seleção Brasileira: Hulk retorna ao Nordeste valendo R$103 mi


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Hulk, 26 anos, completa amanhã uma quase volta para casa. À noite, joga com a Seleção Brasileira em Recife, menos de 200 km de distância de sua Campina Grande (PB). O jogador, que deixou o Brasil como um anônimo há oito anos para tentar a sorte no Japão, retorna como uma das mais caras negociações da história do futebol.

“A família vai estar toda lá, já que Recife é perto”, diz Hulk, autor do gol na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, ontem. “É a primeira vez que volto a jogar no Nordeste.”

Há uma semana, o atacante da Seleção trocou o Porto pelo Zenit, da Rússia, por “só” 40 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões), como afirmou o presidente de seu novo clube, Alexander Diukov.

A negociação fez o ex-jogador e deputado federal Romário (PSB-RJ) levantar suspeitas contra a CBF e o técnico Mano Menezes, insinuando que as convocações de Hulk tinham o objetivo de ajudar numa eventual negociação. Mano não quis responder. Hulk também evitou entrar em atrito. “Respeito o Romário como ídolo”, afirmou.

Aos 18 anos, Givanildo Vieira de Sousa deixou o Brasil sem ter se firmado como profissional. Trocou o Vitória pelo Kawasaki Frontale, numa dessas transações quase clandestinas que acontecem com frequência no Brasil. Depois de três temporadas, três clubes e muitos gols no Japão, foi contratado pelo Porto em 2008 por 5 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões). E revendido agora por muitas vezes essa quantia. “Acho que, devido ao valor, sempre vai ter aquela cobrança”, disse Hulk. “Mas a gente que joga ali na frente está acostumado com isso.”

Na Seleção, teve uma oportunidade com Dunga, mas se firmou com Mano Menezes. Hulk agrada ao treinador por sua força física, entrega na marcação e forte chute de fora da área. A menos de dois anos da Copa, é nome praticamente certo para 2014. Hulk não tem Twitter, não faz comerciais, não foi contratado para vender camisa. Questionado sobre seu maior desejo, não respondeu nada relacionado a futebol. “Quero ver meu filho crescer com responsabilidade”, declarou.

 

Após vaias, apoio

A Seleção encontrou, em seu 1º dia no Nordeste, tratamento diferente do recebido em São Paulo, onde sofreu contra a África do Sul. Mesmo desembarcando de madrugada (3h30), o time da CBF foi recebido por cerca de 200 torcedores no aeroporto de Recife. A PM teve trabalho para conter o entusiasmo de alguns fãs.

A recepção calorosa caiu bem na Seleção, que um dia antes havia sido muito vaiada no Morumbi. “O pessoal quer espetáculo, mas nem sempre é possível dar”, comentou o goleiro Diego Alves, sobre a torcida.

O Brasil enfrenta a China amanhã, no estádio do Arruda, onde amanhã à tarde faz seu único treino. O time deve ter poucas mudanças.