Uma carta decretada, um ato comemorado de norte a sul, do Oiapoque ao Chuí. Seja bem- vinda, liberdade! Mas que liberdade?
Formalmente, licenciaram uma liberdade "papeleira", apenas constitucionalmente. Um regimento camuflado, fictício, feito celeremente. Daí a nossa independência residir apenas no papel! Historicamente, a conquista pela liberdade sempre fora alijada, relegada a fatores inatingíveis, conduzidas à geografia do vento.
O tempo passou e ainda assim o Oriente ensinou-nos a produção em série pelo Toyotismo. Era esperada a aclamada liberdade. As "Diretas Já" trouxeram-nos o alívio do malquisto tempo ditatorial. É promulgada a Constituição.
Novamente indelével a tudo, o tempo convida-nos à reflexão reincidente: somos livres? Mesmo que o grito, ou melhor, a voz seja inaudita, valeu a intenção de falar, agora, ao coração.
Francisco José da Silva, acadêmico de Pedagogia da Uniesp