181 juízes em risco de morte por todo o País. Um ano da morte da juíza Patrícia Acioli e a lista cada vez maior de membros do Judiciário ameaçados em razão de seu trabalho. É preciso solução urgente para proteger juízes e seus familiares. Porém, não apenas os juízes, mas sim todos aqueles que enfrentam, dão a cara e incomodam os criminosos, desde a prisão até o julgamento. O que não pode é ficarem desprotegidos, expostos na mira dos bandidos cada vez mais equipados, audaciosos e organizados.
Quanto aos juízes, por estarem no topo da pirâmide da preservação da ordem pública, por que não reivindicarem o mesmo tratamento dado aos coronéis da PM. Existe um abismo enorme entre juízes e coronéis no que diz respeito a risco de atentado.
O coronel dispõe de segurança 24 horas na sua residência, feita por um policial. Viatura exclusiva com motorista o dia todo a sua disposição, e no caso de não residir na cidade que comanda, tem direito a alojamento 5 estrelas e geladeira farta, além de refeitório separado com comida diferenciada. Os coronéis pouco saem dos quartéis em missão, e caso queiram solicitam helicóptero.
Dificilmente vê cara de marginal, a não ser pelos jornais e TV. Por outro lado, marginais também não os veem. É óbvio, as oportunidades são iguais, porém devemos lembrar que o x da questão está na linha de frente, não se pode ignorar e massacrar etapas essenciais que tiram os criminosos de circulação.
Militarismo e coronelismo são coisas do passado, é dinheiro público mal gastado. Enquanto não valorizar quem merece, não adianta sonhar com segurança e tranquilidade. Nos quartéis tudo é separado entre as patentes, alojamento, refeitório e comida, porém, nas ruas precisam estar em perfeita sintonia e união, um protegendo o outro. Não é incrível! Evidentemente há exceções, mas quem é, ou já foi militar já deve ter ouvido esse conselho quando foi reclamar para algum superior, "não está contente pede baixa". Assim caminha a gloriosa! Saudações aos praças.
Maurílio Fábio de Camargo