08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ruas do Tangarás


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Ao visualisarmos a foto da edição deste dia 6 de setembro na página 5 vemos os sulcos no meio da vegetação de cerrado do que erroneamente se denomina "loteamento" Tangarás. Dois problemas existem: um é a lei do cerrado que no seu artigo 4º deixa claro a impossibilidade da instalação do "loteamento" e outro é o grave problema da contaminação. Muitos com pouco conhecimento alegam que é "loteamento antigo", mas esclarecemos que quando um loteamento é aprovado pelo Poder Público Municipal ele tem um prazo para sua implementação, não pode essa aprovação ser "ad eternun". E ainda, uma aprovação se realizada ao arrepio da lei pode ser revogada o que pode ser feito por exemplo por uma ONG através da Ação Civil Pública.

O problema é grave, nossa associação entende que meio ambiente não é só "o mato" ou "os animais", mas também o ser humano. Vemos uma interação e não células isoladas. Concordamos com o frei Leonardo Boff, que gosta do termo "ambiente inteiro". As pessoas tem que valorizar a vida, sua saúde e não pensar sómente no dinheiro, e não se pode simplesmente endossar um crime contra a vida por motivos políticos, temos que ter consciência. Muitos se alegam "religiosos", mas, como diz o refrão de uma música - "não adianta rezar e fazer tudo errado". Tal local não poderia nem ser habitado. Rogamos àqueles que tem poder de decisão na Prefeitura Municipal e também aos órgãos da Cetesb e quiçá ao promotor do Meio Ambiente que tal problema seja solucionado com respeito à vida, pois nesse caso nem em meio ambiente podemos falar, pois o solo, as plantas do cerrado e até a água subterrânea do local estariam contaminados.

Amilton Marques Sobreira - presidente da ONG SOS Cerrado