09 de julho de 2026
Internacional

Sequência de atentados deixa pelo menos 45 pessoas mortas no Iraque


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Bagdá - Uma onda de atentados que atingiu o Iraque nas últimas horas deixou 45 mortos e mais de 250 feridos no país, informaram ontem as autoridades do país.

O atentado mais violento ocorreu pela manhã em um mercado perto do mausoleu do imã xiita Ali al Sharki, no sul do Iraque, onde explodiram dois carros-bombas, matando 14 pessoas e ferindo outras 60, segundo fontes médicas e de segurança.

Em Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá, oito pessoas foram mortas ontem de manhã e 30 ficaram feridas por causa da explosão de um carro-bomba perto da entrada de um centro de recrutamento da polícia.

Uma ataque armado na madrugada de ontem matou 11 pessoas, entre elas dois oficiais do Exército, e causou ferimentos em oito soldados contra um posto de controle militar cerca de Balad, 80 quilômetros ao norte de Bagdá.

Um grupo de homens usou armas com silenciador e instalou vários artefatos, que explodiram quando reforços militares chegaram ao local.

Além disso, pelo menos quatro civis morreram e outros seis ficaram feridos pela explosão consecutiva de dois artefatos perto do consulado francês no centro da cidade de Nassiriya, 350 quilômetros ao sul da capital.

Outras duas pessoas morreram e sete ficaram feridas pela detonação de um carro-bomba estacionado nas proximidades da Frente Turcomana iraquiana em Tal Afar, 70 quilômetros ao oeste de Mossul, no norte do país.

Um ataque similar em um mercado popular da região de Al Quiba, na cidade de Basra, 560 quilômetros ao sul da capital, causou a morte de três pessoas e ferimentos em outras dez.

 

Mais ataques

Dois oficiais da polícia e um civil também morreram pela explosão de uma carga explosiva quando iam para a casa de um soldado, onde ontem de manhã explodiu uma bomba, sem causar vítimas, na área militar de Suleiman Bik, no povoado de Tuz (220 quilômetros ao norte de Bagdá).

Além disso, dois seguranças do prefeito de Tuz e nove civis sofreram ferimentos pela explosão de carro-bomba durante a passagem do carro do vereador.

Outro veículo carregado com explosivos explodiu no bairro industrial de Al Huweiya, 65 quilômetros ao sudoeste de Kirkuk, e deixou três civis feridos, além de danos materiais a lojas.

Desde a retirada das tropas americanas, em dezembro do ano passado, o país tem sido cenário de frequentes ataques dirigidos contra as forças de segurança.


Pena de morte

Um tribunal iraquiano condenou à morte ontem o vice-presidente Tarek al Hashemi, um dos principais dirigentes sunitas do país, pela morte de um advogado e um general.

O secretário de Hashemi, que é seu genro, também foi condenado à morte. Atualmente refugiado na Turquia, Hashemi foi julgado à revelia.

Ele e seus guarda-costas são acusados de cometer diversos crimes, entre eles o assassinato de seis juízes, um diretor-geral no Ministério de Segurança Nacional e um oficial do Ministério do Interior.

Porém, por falta de provas, 13 guarda-costas do vice-presidente foram postos em liberdade, enquanto outros 73 ficaram detidos.

Hashemi fugiu de Bagdá em dezembro, quando o governo central liderado por xiitas emitiu um mandado de prisão contra ele, acusando-o de comandar esquadrões da morte. Após as acusações, Hashemi buscou refúgio no Curdistão iraquiano, e posteriormente na Turquia.

Na ocasião, ele se ofereceu para ir a julgamento na cidade de Kirkuk - controlada por sunitas e curdos -, mas disse que não iria enfrentar as acusações em Bagdá, por acreditar que os tribunais são controlados pelo primeiro-ministro, Nouri al Maliki.