08 de julho de 2026
Geral

Bauru poderá somar 2 meses ?secos?

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

O tempo seco favoreceu a florada de um ipê branco, na quadra 40 da Nações Unidas 

Há 55 dias Bauru não “vê” uma gota de chuva e continua apresentando índice de precipitação acumulada zero. Este período histórico pode ficar ainda mais extenso e chegar a dois meses, já que, segundo dados do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp Bauru, não há previsão de chuva pelo menos até domingo.

O meteorologista André Decco ressalta que este não é o período de estiagem mais longo dos últimos anos, já que estudos apontam que em 1988 a população de Bauru ficou 86 dias sem chuva. A expectativa é de que ela chegue na segunda quinzena de setembro e, com mais intensidade, somente em outubro.

“O que acontece é que existe uma forte massa de ar seco agindo sobre o Estado. As frentes frias até chegam ao sul do País, mas acabam se deslocando para o oceano. Para conseguir chegar aqui, essa frente fria tem que ser bastante intensa”, explicou o meteorologista.

 

Segue o seco

Conforme apurado junto ao IPMet, dados históricos apontam que o inverno mais seco foi em 2004, com índice de precipitação acumulada de 59,9 milímetros somando os meses de junho, julho e agosto.

Os outros dois que ficaram no topo do ranking foram os anos de 2006 e 2005, com apenas 62 e 70,8 milímetros de precipitação acumulada no período. A mesma estação deste ano, apesar da “secura” dos últimos 55 dias, está entre as mais úmidas, com 209 de precipitação, levando em consideração que em junho o índice chegou a 197,6 milímetros.

A umidade relativa do ar chegou a 13,1% no último dia 5, e ontem chegou a 16% por volta das 15h05. No início da noite, a umidade estava na casa dos 30%, segundo o IPMet.


Beleza natural

Apesar da falta de chuva, a mãe natureza ainda mostra sua força. Um ipê branco, que fica no canteiro central da quadra 40 da avenida Nações Unidas, chama a atenção de quem passa pelo local com suas belas flores.

O biólogo Dorival Coral, professor do curso de biologia da USC, explica que esta espécie tem como característica a sua corola branca e o tubo rosa. “É comum o seu florescimento nesta época do ano, que é a época do florescimento do ipê”, declarou por meio da assessoria de imprensa da USC.


‘Nem parece inverno!’

Para a estudante de jornalismo Maitê Borges de Oliveira, 18 anos, os últimos dias levaram-na a adotar hábitos de verão. Temperaturas altas e tempo extremamente seco fizeram a estudante mudar sua rotina. Para dormir, não dispensa o ventilador.

“Desde que retornei das férias, no início de agosto, fico o tempo todo com o ventilador ligado. Não tenho problemas respiratórios graves, mas fico muito alérgica, com o nariz e a garganta secos. A pele também fica muito seca. Passo hidratante constantemente nas mãos”.