10 de julho de 2026
Internacional

Diretor de filme sobre Maomé diz que queria só fazer uma provocação

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Nova York - O filme “Innocence of Muslims” (Inocência dos Muçulmanos) é uma produção claramente amadora, com atores que usam barbas postiças, túnicas que parecem lençóis e onde o deserto é um cenário “fake”.

O profeta escapa de chineladas das duas esposas ao ser pego dormindo com uma terceira mulher.

Mais tarde, aparece banhado em sangue com uma espada conclamando guerra aos infiéis. E promete a soldados pedófilos que poderão abusar de crianças.

O autor do filme, Sam Bacile, 56 anos, disse à Associated Press que queria criar uma provocação política. “O islã é um câncer, ponto”, afirmou. Dizendo-se judeu israelense e morador da Califórnia, ele foi entrevistado a partir de um local não identificado.

Virtualmente desconhecido até ontem, Bacile pode nem mesmo existir - seria alguém usando pseudônimo.

Para a produção do filme de duas horas, teria havido patrocínio de cem judeus e a participação de cristãos coptas do Egito. O custo teria sido de US$ 5 milhões. A produção foi exibida uma única vez em um cinema em Hollywood, no início de 2012.Nos EUA, teria havido também apoio do pastor Terry Jones, famoso por tentar queimar o Alcorão a cada aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Hoje, Jones disse que o filme não pretendia insultar a comunidade muçulmana.

“Queremos revelar verdades sobre Maomé que não são amplamente conhecidas”, afirmou o pastor em um comunicado.