09 de julho de 2026
Política

1ª estação já tem projeto de restauro

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A semente da história de ocupação ferroviária em Bauru, fato que se confunde com a evolução da própria cidade, tem agora projeto de redesenho e ocupação sendo efetivamente aprontados por arquitetos. A primeira estação ferroviária local, instalada ao lado da estação principal, no Centro, tem seu projeto de restauro em andamento, para ocupação histórica combinada com opção de área de lazer e entretenimento compondo com as imediações da Avenida Pedro de Toledo.

É o que contam os arquitetos Nilson Ghirardello, Émerson Crivelli e a graduanda no quarto ano da arquitetura da Escola Cidade, de São Paulo, Christina Cortellini, sobre a chamada “estaçãozinha” do Centro. “Estamos debruçados na proposta de uso do prédio levando em conta naturalmente a preservação dos elementos históricos necessários de construção, mas dentro da concepção de reurbanização e integração da região do Centro da cidade. A Estaçãozinha da Sorocabana, de 200 metros quadrados, tem papel fundamental no embrião da formação do complexo ferroviário em Bauru e terá a combinação da preservação com o destino do espaço para eventos”, cita Ghirardello.

Ele reforça que é a partir deste prédio, hoje discretamente percebido do lado esquerdo da estação principal, que veio a malha da Noroeste. “O prédio ficou escondido, rebaixado pela construção dos elementos do terreno que formaram a Avenida Pedro de Toledo. O restauro envolve um projeto que resgata essa importância histórica do espaço com a visibilidade e a ocupação, o dar uso a sua área, com projeto híbrido, preservando naturalmente os aspectos de estação que compõem a estrutura”, menciona.

Christina Cortellini cita fundamentos do projeto, como implantar vagão da época na plataforma que dá acesso para o outro lado do pátio ferroviário, o talude do local pode se transformar em uma “arquibancada natural”, de frente para espaço de eventos, como férias e exposições, do lado inverso, esteve sendo visualizado a partir da Avenida Pedro de Toledo. “Isso forma uma espécie de Anfiteatro ao ar livre com entrada pela Pedro de Toledo, uma opção de lazer e espaço cultural que se integra com o Centro, algo que não funcione apenas no horário comercial inclusive, dando vida para esta região. Uma alternativa de restaurar e revigorar um equipamento que hoje é desconhecido e esquecido”, conta.

Crivelli lembra que, próximo do local, está sendo concebido outro projeto, de natureza habitacional, que viria para se integrar aos novos dispositivos de uso do espaço ferroviário, hoje completamente ociosos. Estão projetadas 620 unidades ao lado, em outro empreendimento. A previsão é que o projeto de restauro e reuso da Estaçãozinha da Sorocabana seja conhecido no próximo mês.