08 de julho de 2026
Nacional

Operário acidentado com vergalhão não terá sequelas


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Rio - O operário Francisco Bento Barroso, 47 anos, que caiu da altura de três metros e teve o pescoço atravessado por um vergalhão na tarde de anteontem, não ficará com sequelas. O pedaço de ferro passou ao lado da veia jugular e da artéria carótida. Também não atingiu a traqueia, o esôfago nem os nervos que vão para os braços - o que poderia comprometer movimentos. Ele está lúcido, se alimenta, mas ainda não tem previsão de alta do Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio, onde foi operado.

Barroso trabalhava na obra de uma casa na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Pouco antes das 13h, sentou-se sobre a laje, fumou um cigarro e adormeceu. No cochilo, desequilibrou-se e caiu para frente, sobre o vergalhão.

Ele chegou ao hospital às 13h35 e às 14h estava no centro cirúrgico. A operação, com três cirurgiões gerais, um vascular e um neurocirurgião, para a retirada do ferro e reconstrução dos vasos rompidos, durou duas horas. “O ferro entrou em diagonal no músculo do pescoço, a uns três dedos da traqueia. A um centímetro da carótida, que leva o sangue para o cérebro. Não atingiu nenhuma estrutura importante”, afirmou o diretor-geral do hospital, Luiz Alexandre Essinger. Barroso tem pouca dor, está sem febre e toma antibiótico para combater infecção.

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia, a obra está irregular - não tem engenheiro responsável. A entidade encaminhou ofício para a Secretaria de Obras.

Esse é o segundo caso de acidente com vergalhão atendido em menos de um mês. O operário Eduardo Leite, 24 anos, teve o crânio atravessado por um vergalhão de dois metros. Passou por uma cirurgia de cinco horas para reconstituir a região perfurada e recebeu alta, também sem sequelas.