Rio - Mais dois policiais militares foram assassinados na Baixada Fluminense na noite de anteontem. Foi o terceiro caso em menos de 24 horas - na madrugada de quinta-feira, o soldado Diego Bruno Barboza Henriques morreu, depois de ser baleado, enquanto patrulhava a Rocinha.
O sargento Luiz Alberto Tavares Sampaio, de 45 anos, foi morto quando chegava em casa, em São João de Meriti. Ele estava na corporação havia 20 anos e tinha acabado de ser homenageado no 21.º Batalhão (São João de Meriti). Sampaio estava sem farda e teve o carro, um Voyage, fechado por homens em uma moto e um carro. Seis tiros atingiram o carro do policial. Nada foi levado.
Em Nova Iguaçu, o cabo Paulo Antônio da Costa, de 38 anos, lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), morreu ao ser atingido por dois tiros na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, mas não resistiu aos ferimentos. Costa estava de folga e trabalhava como segurança particular. As primeiras informações são de que ele teria reagido a um assalto.
Operação
Quarenta homens da Delegacia de Homicídios ocuparam a Rocinha na manhã de ontem, para cumprir mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão expedidos contra os suspeitos de terem participado do assassinato do soldado Diego Henriques. Na madrugada, um carro da polícia foi atacado com um coquetel molotov. A inauguração da UPP da Rocinha está marcada para quinta-feira”.
Explosivo
Um carro da Polícia Militar foi atacado com um coquetel molotov na madrugada de ontem na rua 2, na favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio.
Policiais disseram que deixaram o carro estacionado na rua para fazer uma ronda a pé no local. Segundo a PM, eles detiveram um homem suspeito numa festa particular que acontecia em uma casa. Revoltados, amigos do rapaz arremessaram o coquetel molotov contra o carro da polícia e fugiram.
Ninguém ficou ferido. O vidro da parte traseira do veículo estourou com o impacto da bomba.