09 de julho de 2026
Nacional

Carro fura bloqueio e atropela atletas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

 

São Paulo - Um metalúrgico de 32 anos foi preso em flagrante após furar um bloqueio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e atropelar sete competidores de uma corrida de rua, na manhã de ontem. 

 

O acidente ocorreu na avenida Pedro Álvares Cabral, na região do parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. 

 

O motorista será indiciado sob suspeita de tentativa de homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

 

Segundo a polícia, Ricardo Gonçalves dos Santos estava em alta velocidade e desrespeitou a sinalização de trânsito antes de bater na grade que separava os atletas dos veículos e invadir a corrida.

 

As vítimas tiveram ferimentos leves e foram atendidas em hospitais da região. 

 

De acordo com Emílio Carlos Pernambuco, delegado-assistente do 27º DP (Campo Belo), o metalúrgico dirigiu de forma “irresponsável”. 

 

Segundo ele, o evento estava bem sinalizado. “A sua conduta revelou um risco tremendo.” Esse comportamento fez com ele assumisse o risco de matar, disse o delegado.

 

No boletim de ocorrência foi registrado embriaguez ao volante, embora o teste do bafômetro tenha dado negativo. O metalúrgico disse que, na noite de ontem, havia ingerido álcool, mas que voltou para casa às 23h. Às 8h de ontem, saiu para jogar futebol. 

 

 

Sorte

 

Para o delegado, “foi sorte” não ter havido vítimas fatais. A 20ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento teve cerca de 36 mil inscritos. 

 

A prova não precisou ser interrompida por causa do acidente. O Palio de Santos foi cercado por alguns competidores que, revoltados, chutaram a lataria do veículo.

 

Durante seu depoimento, o motorista disse que perdeu o controle após receber uma fechada de um outro veículo. Até a conclusão desta edição, ele não tinha um advogado.

 

 

Vítima

 

O bancário André Araújo Braga Pinto, 24, foi o primeiro a ser atropelado. Ele teve apenas uma pequena escoriação no braço esquerdo. Após ser atingido, terminou de correr parte dos 42 km e foi prestar depoimento.

 

“Completei a prova e voltei ao local para ver se ele (motorista) estava embriagado”, disse. Na hora do atropelamento, o bancário disse ter visto uma mulher no chão, arremessada pelo impacto.

 

Segundo ele, houve um barulho forte na hora da batida, gritaria e competidores correndo atrás do motorista.

 

A mulher que ele viu jogada no chão era a publicitária Daniela Alexandra Fosca Martellini, 51 anos. Ela foi levada ao hospital Albert Einstein, levou pontos na cabeça e foi liberada à tarde. Segundo familiares, seu quadro era estável.