09 de julho de 2026
Cultura

Dança que une culturas

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Valorizar a riqueza das diferentes culturas e promover o resgate da feminilidade através da dança: estas são as propostas do 2º Festival de Danças Árabes e Étnicas de Bauru, marcado para ocorrer no dia 28 de outubro, às 17h, no Teatro Veritas da Universidade Sagrado Coração (USC).

O Festival é uma realização da Companhia de Danças Árabes Jade Suhaila, bailarina e professora em Bauru e região.

As apresentações vão evidenciar os estilos árabes, como também danças havaianas, ciganas, entre outras, que evidenciam o lado feminino. Cada grupo vai explorar uma variedade de ritmos e diversidade de cada dança. Haverá também apresentações solo, como da própria Jade.

O evento vai possibilitar um encontro cultural com artistas da região, que vêm de cidades como Araçatuba, Ourinhos, Marília, Avaré e São Paulo. Já estão confirmadas as vindas das companhias e escolas de dança Equilíbrio (Araçatuba), Pietra Lincah (Marília), Mabruk (Avaré), entre outras ainda a serem definidas.


Solidário

A iniciativa tem caráter solidário, já que a entrada do evento exigirá a doação de um quilo de alimento não-perecível, que será destinado ao Lar Social Santo Anibal, que é mantido sob o comando da equipe da Casa do Garoto. O evento visa ainda envolver alunos da USC em proposta interdisciplinar. “Os alunos do curso de Estética vão maquiar as dançarinas”, informa Jade.

“É um Festival que propicia um clima gostoso, de confraternização, e não de competição. Para o público, é uma ótima oportunidade para conhecer essas danças femininas, e também suas diferenças”, ressalta a dançarina e organizadora do evento.

O Teatro Veritas fica na rua Irmã Arminda, 10-50, Jardim Brasil. Os convites custam R$ 10,00 mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível.

Os ingressos podem ser obtidos através do telefone (14) 8129-9779 ou diretamente com membros da Companhia de Danças Árabes Jade Suhaila. E-mail: jadesuhaila@hotmail.com.

 

É Mariana, mas pode chamar de Jade

A bauruense Mariana de Oliveira – mais conhecida como Jade Suhaila – é a realizadora do Festival e bailarina de referência na cidade quando o assunto é dança do ventre. Professora de danças do ventre, étnicas e estilo tribal, a dançarina coleciona alunos e possui currículo com experiências internacionais. Recentemente, Jade participou como jurada do Concurso Interamericano de Dança de Corrientes da Confederação Interamericana de Profissionais da Dança (Ciad), na Argentina.

Conforme conta, seu primeiro contato com a dança foi aos 12 anos de idade, quando iniciou aulas de balé clássico com a professora Ruth Nhan. Em seguida, começou a se envolver com a dança do ventre através do grupo Shimmy e do grupo folclórico Nuriah. Em 2006, começou a ministrar aulas de dança do ventre, folclore árabe e tribal. Em 2008, alcançou o primeiro lugar em concurso mundial promovido pela Confederação Interamericana de Profissionais da Dança (Ciad), em Athenas, na Grécia.

Depois disso, vieram outras premiações: primeiro lugar no Mercado Persa (dança de espada, 2008), primeiro lugar no Encontro Internacional Bellefusco (etapa estadual, 2008) e primeiro lugar no Encontro Internacional Bellefusco (etapa nacional, 2008), entre outras. Jade é constantemente convidada para ministrar workshops nas unidades do Sesc, academias, projetos aliados com a Prefeitura de Bauru e até fora do Brasil.

Quando a bauruense começou seu aprendizado na dança do ventre, começava também a novela “O Clone”, exibida pela Rede Globo. Foi assim que Giovana Antonelli, protagonista da trama permeada pela cultura árabe, transformou Mariana em Jade.