Cerca de quarenta agências bancárias de Bauru, o que totaliza cerca de 65% das unidades da cidade, aderiram à greve dos bancários. Conforme apurado junto ao sindicato da categoria, nesta quarta-feira (19), foram fechadas as agências da praça Portugal, da avenida Duque de Caxias e de faculdades públicas como USP e Unesp.
Conforme divulgado pelo JC, em assembleia realizada no final da tarde de ontem (18), os bancários decidiram pela continuidade da greve em todo o Brasil. De acordo com o sindicato, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou nenhuma nova contraproposta às reivindicações. Ontem, o nível de adesão à greve em Bauru estava em 40%.
Também paralisaram seus serviços as agências (inclusive particulares) da região central. Fora do Centro, além de BB/Nossa Caixa e CEF, a agência Santander da avenida Duque de Caxias também aderiu à greve.
Caixas eletrônicos funcionam normalmente - inclusive com funcionários para ajudar clientes - e os militantes prometem que não irão prejudicar o serviço. “A assembleia do fim da tarde de hoje (ontem) foi só para fazer um balanço e ver as formas que vamos nos organizar. Não houve qualquer deliberação da Fenaban. Então, vamos continuar a greve e aumentá-la”, aponta o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Marcos Lenharo.
Reivindicações
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Éder Azevedo |
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Agência bancária fechada na área central de Bauru |
Os bancários reivindicam 23% de reajuste salarial, correspondente à reposição da inflação registrada nos últimos 12 meses (5,25%) mais a recuperação das perdas salariais comuns a todos os bancos (17,75%) desde o lançamento do Plano Real, em 1994.
Entre as reivindicações, também pedem distribuição linear da participação nos lucros e resultados (PLR), contratação de mais funcionários, mais segurança no trabalho, proteção contra demissões injustificadas, o fim da rotatividade e de metas abusivas e combate ao assédio moral.
Na semana passada, em assembleia realizada em Bauru, os bancários rejeitaram de forma unânime o reajuste de 6% proposto pela Fenaban. Na ocasião, aprovaram a deflagração da greve, que começou ontem, por tempo indeterminado.
“Além da adesão, o primeiro dia de greve foi muito bom porque não houve qualquer problema com os trabalhadores e com os clientes. A população entende que nossa luta é justa”, completa o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Marcos Lenharo.