08 de julho de 2026
Nacional

Greve deve ir até semana que vem

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Diante do silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em relação à greve dos bancários, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do comando nacional dos bancários, Carlos Cordeiro, diz que a paralisação vai se estender até a próxima semana.

“A possibilidade de a greve acabar nesta semana é nenhuma”, diz Cordeiro. “Mesmo que a Fenaban nos convocasse hoje para uma negociação, teríamos de chamar o comando nacional. Como eles não convocaram, a greve vai continuar até sexta-feira”.

O coordenador do comando da greve diz que, a cada dia que a entidade dos bancos não se pronuncia, a greve se estende. “Se amanhã eles não nos chamarem para a negociação novamente, a greve se estende para segunda e assim por diante. Imagino que essa greve vai entrar pela semana que vem com a imobilidade da Fenaban”.

Segundo Cordeiro, a greve cresceu em relação a anteontem e tem mobilizado mais pessoas que em 2011, quando durou 21 dias. “(2012) Aponta para uma greve longa como no ano passado. Pode durar mais de 21 dias se perdurar a posição intransigente da Fenaban.”

33% das agências paradas

O número de agências bancárias que fecharam ontem em todo o País, no segundo dia de greve dos bancários, subiu para 7.324, ou cerca de 33% do total de 21.714 unidades. Anteontem, no primeiro dia da paralisação, o número era de 5.132 agências - pouco menos de 25%.

O balanço foi divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com dados enviados pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários até as 17h45 de ontem.

No ano passado, 6.248 agências ou centros administrativos fecharam no segundo dia de greve. “Os banqueiros pagaram pra ver e estão vendo a força da greve”, disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, que espera que a paralisação ganhe novas adesões a cada dia.

 

Última proposta

A última proposta apresentada pelos banqueiros foi de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5 pontos percentuais de aumento real. Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17 deste mês.

Segundo informou Cordeiro, a Fenaban não procurou os trabalhadores para nova negociação. A greve continua à espera de uma nova proposta dos banqueiros. Procurada, a Fenaban não quis comentar o movimento grevista.

Em São Paulo, Osasco e região, 24.500 trabalhadores participaram da paralisação no segundo dia da greve. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, a greve já está mais forte este ano do que no segundo dia de mobilização de 2011. “É um pouco maior que o segundo dia do ano passado e nós estamos preparados para fortalecer a greve até que a Fenaban nos chame para negociar”, disse.